sábado, outubro 13, 2007

Pessoas, sempre as pessoas

No fundo, o que queremos todos nós?
Não nascemos já com o fogo de aparecer, e buscar atenção,
E nisso nos especializamos, orientados por nossos pais e mães
Quando nos estimulam ao acalentarem nosso choro manhoso
Quando riem de nosso sorriso,
E fotografam nossos banhos, nossas sujeiras de chocolate
e lama
E se gabam de termos falado mais cedo, andado mais cedo...
E mais tarde quando no colégio, exibem nossas notas
Cadernos, caligrafia?
E crescemos assim, achando que tudo gira em torno de nosso umbigo
O verdadeiro centro do Universo ganha então seu lugar
em nós
E a vida vai passando e as espinhas afugentam parte dos sonhos
A maquiagem e o boné corrigem o que pode
E passamos a lutar por um lugar ao sol dos namoros,
amores
E depois lutamos para sermos vistos no trabalho,
Reconhecidos, recompensados
Lutamos para a família do cônjuge nos aceitar
Para ele sempre nos continuar querendo e desejando
E depois lutamos para nossos filhos serem os melhores
Melhores em saber cativar esse mundo esquisito
Melhores na arte de garimpar o seu lugar
Se possível, melhor que o nosso.
Acho que aí, talvez passemos a entender melhor qual era o nosso lugar...
Somos todos apenas trabalhadores rurais,
Preparando o terreno, esse chão que nos acolhe quando chegamos
E partimos
Para os que virão após nós
E esperamos, finalmente, que eles entendam mais rápido
Aquilo que só a vida cumprida nos revelou
.

Um comentário:

  1. Oi Carol :) adorei as palavrinhas sinceras que você escreveu no meu blog... acho que nesse momento tão louco da minha vida, eu preciso mesmo de estímulo, e não gente tentando bagunçar a minha cabeça... bom saber que posso contar contigo! Adorei a síntese. :)
    Beijocas

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