terça-feira, outubro 09, 2012

Salvos pelo bambolê

Algumas semanas atrás, voltávamos de uma praia linda, depois de um dia gostoso com amigos de SP que estavam por aqui, quando vi algo que me chamou a atenção numa loja dessas 1,99.

Bambolês. Eu era fascinada pelos ditos quando criança e estava à procura para que o Levi pudesse se divertir e fazer uns exercícios.

Comprei quatro, um de cada cor disponível, pensando em circuitos animados no corredor lateral da casa.

Semana passada deu uma chuvarada e o Levi ficou trancafiado. Pais de meninos enérgicos sabem que isso requer uma camisa de força muita criatividade e paciência, mas eu estava sem as duas e com muito serviço.
Para minha surpresa, comecei a ouvir risadas do Levi, gritinhos de alegria e um "toc-toc" no chão, de algo leve quicando. Fui verificar se não era a cabeça da Clara na ponta dos pés e encontrei o garotinho saltitando, montado sobre um bambolê aberto. Assim que me viu, ele se apressou a mostrar seu cavalo. Isso durou um tempão.

Minutos mais tarde ele chegou correndo na cozinha, com o bambolê virado, fazendo "chuá-chuá" e e contando como aquele barco era legal e que ele estava no mar da Galiléia pescando com Pedro.

Mais risadas, dessa vez a Clara ria junto e lá vem a explicação do irmão (bambolê com a abertura de lado): "mamãe, olha essa bocona de leão, ela tá comendo a gente!".

Pausa para o almoço, bambolê escostado na cozinha e um garotinho feliz inventando histórias de cavalos, mar e animais de bocona. Soneca. Silêncio. Quase três da tarde e a movimentação recomeçou dentro de casa enquanto a chuva persistia fora.


Já mais livre, sentei com os dois na sala e ficamos conversando e brincando com massinha até ouvir "cadê meu bambolê?". Volta o trequinho azul para as mãos do garoto inquieto.

Bambolê com abertura para cima: "Mãe, olha só, é um U."
Para o lado: "Mããããe!! É um C!"
Para o outro lado: "Manhê, tá vendo? Olha minha lua!"
Para baixo, apoiado no chão: "Mamãe, mamãe, tô numa barraca! Vem, Clara, se esconder da chuva!"

Um bambolê azul desmontado salvou o dia inteiro. Um bambolê e um menino criativo prá dedéu!


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