sexta-feira, dezembro 05, 2008

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Li num blog de uma pessoa querida um post sobre a ótica pessoal.
Ele - a pessoa é ele e chama Marcus, com "u" porque ele é chic, bem - comentou o fato de não sermos verazes ao fazer analogias sobre personas, mesmo que as tais sejamos nós.
E está correto. Realmente enxergamos distorcido, ou melhor, inventamos baseados em desejos e/ou expectativas aquilo que descrevemos sobre alguém.
Fez-me pensar.
Quando eu era mais nova, ficava sempre analisando o que as pessoas falavam sobre mim. Era um jeito de eu "descobrir" seus segredos, sua personalidade. Depois passei a julgar o mundo todo apenas uma idiotice, como em Matrix - preciso desenhar? Todo mundo assistiu a esse filme, ma gandesc. Agora oscilo entre o prazer de achar que já sei alguma coisa sobre a vida e a obstinação de querer entender porque não sei sobre o que já deveria saber.
Tenho plena consciência dos dois lados. Sei que tudo que julgo saber hoje será nada amanhã, mas mesmo assim tenho pretensões de saber. É meio maluco mesmo.
Mas, e daí? Acho que somos isso.
Um monte de sonhos, desejos, expectativas.
E é bom, sabia? Adoro reler meus diários que guardo com carinho desde os 11 anos. Tornei-me muitas das coisas que desejei ser dizendo que era. Mais ainda é o que não queria ser e sou perfeitamente...
Não se enxerga direito sem olhar para trás. Não se tem passado se não olhar para o futuro durante o presente. São conexões misteriosas, milagrosas. especiais.
Nos faz humanos. Pode nos fazer melhores. Ou ridículos. Não importa.
Nos faz vivos.

Um comentário:

  1. Voce comentou sobre mim e sobre o meu post!
    Acho que estou me descobrindo!
    UASHUASHUASHUAHSUA

    Que saudade de voce, Carol. Queria que minha cabeca estivesse em melhor estado agora pra que eu pudesse comentar algo com relevancia. Mas deixa pra depois.
    Amo voce! Beijo!

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