sábado, maio 28, 2011
Feijão II
quarta-feira, abril 21, 2010
Sling
A vida nem é arrumadinha e eu quero isso dum blog... ninguém merece!
Antes do Levi nascer comecei a pesquisar sobre os slings. Achava muito bonito nos sites, parecia muito confortával, mas eu não tinha prática e fiquei pensando sobre comprar ou não.
Na primeira semana de vida dele, percebi que precisava de algo, que não fosse o carrinho, para ajudar a carregar, porque bb pesa que não é brincadeira! Não são tantos quilos no começo, mas o tempo no colo é bastante e a sensação de peso vai aumentando... uma mãe sabe bem do qu estou falando. Sem contar que a gente nunca tem uma posição realmente confortável pra segurar.
Bom, comprei um sling. Não era o que eu queria, mas tinha pressa e comprei numa loja em JP (carézima!!!!), um de poliéster, que tb não é o ideal para RN. Mas, foi o jeito.
Que decepção ao tentar usar... o Levi odiava ficar dentro dele, parecia super desconfortável, ele chorava, se esticava todo... deixei encostado por uns dias.
Precisamos ir ao mercado e não temos família com quem deixar o bb por umas duas horas, então, tivemos que levar conosco para fazer compras e meu marido pediu para levar o sling no carro. Levei, meio desconfiada de que daria certo...
Quando fui "vestir" o sling e meu marido pediu para ele carregar o bb. Vestiu o sling, ajustei à altura dele e cosneguimos fazer as compras com o levi dormindo, bem protegido de tudo lá dentro.
PEnsei que as coisas estivessem se encaixado.
Nada...
Depois de uns dias, tentamos usar de novo e o menino reclamou até!
Aí decidi que tentaria todos os dias, até me acostumar. Tentei todas as posições, fui aprendendo a ajustar o sling com ele dentro e fiz muitas buscas na internet de vídeos com "lições de sling" até que achei um ensinando a improvisar um sling de algodão fazendo um nó de marinheiro.
Lá fui eu novamente...
Aí foi pior! O algodão, sem nada de elastano, me parecia menos confortável que o poliéster com elastano do meu sling, e prá piorar, eu não conseguia fazer o ajuste do nó. O Levi chorava para entrar e para sair e nao conseguia ficar um minuto.
Não desisti. Continuei lendo e treinando com meu bb - tadinho..rs... - até que um dia, finalmente, aprendi a ajeitar o de algodão de uma maneira confortável. Em seguida aprendi a usar o de argolas e agora estamos tão acostumados com eles que aaté para certas tarefas domésticas o sr. Levi fica no sling de algodão e nó de marinheiro comigo, de um lado para o outro.
Mãe, é preciso aprender a usar o sling. É fácil, sim, e muito confortável para nós e nossos bbs, mas, como tudo nessa vida, é preciso prática e prática não nasce com a gente, se conquista!
Li muitos depoimentos de mães qeu desistiram de usar alegando que seus bbs não gostam. Não acredito nisso. Tirem os slings das gavetas e armários, e mãos à obra! Vcs vão ver qeu vale o esforço, porque o trem ajuda mesmo a gente!
Vou fazer um vídeo meu ajustando o nó de marinheiro e postar aqui e também pretendo em breve falar do banho no balde.
segunda-feira, abril 19, 2010
Vote na nossa foto!
Tenho um pedido a todos: VOTEM EM MIM!
Na verdade, é uma promoção do site kikadepano para o dia das mães. Mandei uma foto do meu marido com nosso bb e eles estão concorrendo a um sling wrap - eu tô doida por um - e o que pode fazer é postar um comment com o nome deles. O link para as fotos é esse aqui. A foto deles é a segunda da segunda fileira (Fernando Frîncu e Levi).
Conto depois o resultado!
Muito obrigada!
domingo, abril 18, 2010
Sono do bebê
Resolvi escrever antes que passe e esqueça e sempre pode ser útil para alguém.
Meu bb tem 3 meses.
Estamso super adaptados um ao outro aqui em casa, graças a Deus, mas não foi assim desde que chegamos da maternidade e acho que muitas mães passam pela mesma situação.
Nos primeiros dias quase enlouquecemos aqui!
Eu não tinha leite (essa é outra cosia para postar depois) e ele não dormia bem (essa é a razão do post de hoje).
Vamos ao sono.
O Levi chorava sem parar. Não acreditava em duas coisas: primeiro que um bb ficasse tão durinho ao nascer, porque todo mundo fala que são molinhos e a segunda, que ele podia chorar tão forte, tão alto, ao ponto de ficar rouco com 4 dias de nascido!
Eu devia ser muito incompetente mesmo... afinal de contas, que mãe não pdoe acalmar seu próprio bb? Bem, eu não podia e ainda sofria com a falta do leite.
O que aconteceu foi que comecei a estabelecer uma rotina, respeitando certos "sinais" que o Levi me dava.
Quando meu leite chegou e a alimentação dele entrou em ordem, passei a perceber em que hroas ele tinha fome, que horas ficava mais molinho e fui tentando adaptar isso à realidade da casa. Para ser mais precisa, passei a criar uma rotina dentro da minha rotina. Claro que não estabeleci horários fixos, mas as variações eram poucas, de no máximo, duas horas.
Com quase duas semanas de vida, percebi que ele dormia cerca de 3 horas seguidas e ficamos assim à noite: ele mamava às 9, às 00, às 3 e às 6 horas. Cansativo, mas muito bom, porque meu marido e eu podíamos dormir ciclos de 3 horas, o que é uma bênção com um recém-nascido.
Aos poucos tentei esticar a mamada da tarde e o soninho para ele não dormir às 9 da noite. Ficava brincando com ele, meu marido tb, deixávamos alerta e perto das 11 a casa silenciava e começávamos a falar baixo, trocávamos a roupinha, a fralda, ele mamava e dormia.
Com uns dois dias fazendo isso, pasmem, ele dormiu 5 horas seguidas. CINCO, isso mesmo! Eu acordei até desnorteada, achando que algo estivesse errado, fora do lugar, aí percebi que eram 5 da manhã!
Muitas pessoas começaram a reclamar ao me ouvir dizer isso, falando que eu deveria acordar o Levi.
Gente, é o seguinte, não sou médica, ok? Mas sou mãe... raramente um bb vai continuar dormindo se estiver com fome. Ele vai acordar e aos berros, em geral. A pediatra da 1ª consulta queria que eu o acordasse (na primeira semana de nascido), mas uma tia muito queria minha estava aqui em casa, já criou dois filhos e me disse que isso não era necessário e eu fui relaxando, mesmo com as críticas.
E troquei de pediatra :]
A pediatra com que estamos agora disse que o sono é uma bênção de Deus, o Levi ganha peso normalmente, até acima do esperado, então não precisa ser acordado e já está dormindo, quase 7 horas seguidas toda noite.
Mamães, não se preocupem se os primeiros dias forem terríveis. PASSA, ok? E a não ser em casos especiais, deixem os bbs dormirem em paz. Todos agradecem!
sábado, abril 17, 2010
23:33
Há alguma comemoração na cidade. É fácil saber. Tem música alta, dançante.
Essa é a hora em que meus pensamentos se reúnem no pátio. Dão as mãos, rodam numa ciranda frenética, num carrossel alucinado, uns tentando se sobressair, outros se ocultar. Os mais puros se entrelaçam com os fétidos, os sonhadores com os fracassados. São todos meus. São todos eu.
Penso no meu bebê no berço. No meu marido lendo na sala. Meu irmão no hospital. Penso nos parentes distantes, nos parentes mortos de repente. Penso nos meninos da igreja. Nos bons amigos.
E tudo gira sem parar.
Penso na fome - sempre penso na fome - e nas criancinhas que morrem de fome.
Nos lugares lindos que já vi. Nos que ainda quero conhecer.
E o sono chega lentamente. Ordena tudo isso aos poucos. Engaveta um riso, arquiva uma dor, põe uma saudade em banho-maria, um sonho sobre a mesa, os medos no baú e acaricia as alegrias, para estarem bem dispostas pela manhã, carregadas pelos braços do ânimo que vem na brisa do renôvo.
Amanhã talvez seja tudo igual, talvez não. Quem sabe?
E, importa? No fim, diz Salomão, é tudo canseira, enfado e vaidade.
Espero poder ao menos no último sono da minha vida, ter um arquivo repleto de utilidades para apresentar e ter a certeza de que nada disso foi em vão.
sábado, julho 04, 2009
14 semanas
Tem uma parte que sempre me chama a atenção. Todo mundo que viu lembra-se da mulher do padeiro, a Dorinha, que saía com todo mundo na cidade e que no fim – da vida, não do filme – pede perdão ao marido, dizendo que por medo de ter que se separar dele no dia da morte o traía, como uma maneira de matar aos poucos o amor dos dois.
Parece desculpa esfarrapada, coisas de Ariano Suassuna apenas, mas ele, como bom conhecedor de “gentes” que é, sabe que cada um de nós tem um pouco de Dorinha em si. Não porque estamos ávidos para trair nossos cônjuges – aviso aos desafetos, o post não trata de uma confissão minha dum caso extraconjugal, sorry – mas temos muita dificuldade em manter saudáveis nossas relações e é normal, uma defesa até, tentarmos nos esquivar das pessoas que amamos principalmente quando esse sentimento sobrepuja o esperado, quando cresce fora do nosso controle, quando é amor mesmo, não apenas paixão.
Já perdi amigos assim; ao descobrirem me amar mais que estavam acostumados ou perceberem que o relacionamento tendia a ter os laços reforçados pelo tempo, cumplicidade e o compartilhar da vida, se esquivaram, vencidos pelo medo da ferida futura, da exposição necessária, da doação de si mesmos. Destruí eu mesma relacionamentos assim também, um namoro e talvez duas amizades.
Mas não é esse o ponto hoje para mim.
Tudo escrito é para tentar entender a razão de eu evitar escrever sobre minha gravidez.
Estive pensando esses dias que parece ser um tipo de medo. Medo de ficar tão feliz, tão completa e de repente ver tudo se acabar de repente. Acho que é por causa de tudo que aconteceu em minha vida ano passado. Acho que são as sequelas de situações difíceis enfrentadas em relação à perda pessoal ou vistas na vida dos outros próximos a mim.
No começo do ano a esposa de um pastor conhecido nosso estava radiante com a gravidez do primeiro filho em em uma semana o quadro passou de feliz a assustador com a mesma internada, em coma, depois de um aborto...
Alguns medos estão presentes o tempo inteiro em mim agora.
Quando era mais nova uma tia minha sempre dizia que ficava impressionada com minha coragem. Sempre andei sozinha, não tinha medo de me aventurar em esportes meio radicais, em parques temáticos, em trilhas, acampamentos, viagens. Mas lembro como se fosse hoje de ela me dizer que parte ou toda a coragem iria embora aos poucos, com a vinda da idade e com a mudança de papéis na vida.
Ô boca!
Tudo tem seu tempo mesmo e agora não é mais meu tempo de me aventurar. É meu tempo de parar, olhar para dentro. Minha coragem agora resume-se a enfrentar o mundo por causa da minha família, não a exposições que julgo desnecessárias no momento.
E ando com medo. Ando com medo de andar no escuro. E se eu cair? E se bater a barriga?
Ando com medo de sangue. Do meu sangue. Não quero ver meu sangue tão cedo, porque sei que ele pode ser sinal de perda, de morte, de tristeza.
Ando com medo de ficar feliz. De ficar tão feliz que alguma coisa pode acontecer só para calar meu riso. Por isso tenho fugido de escrever, fugido de sorrir, fugido de cantar.
É só uma fase, ok, eu sei. Apenas explico para mim mesma a razão de não estar radiante com o que tem-me feito mais satisfeita em meio à rotina diária.
Acho que tá na hora de acabar com a síndrome da Chapeuzinho Amarelo*.
Ao completar 12 semanas (estou com 14 agora) fiz nova ultrassonografia.
O que era uma massa informe com um coraçãozinho pulsando é agora um bbzinho, com os contornos perfeitos no rosto, dançando e brincando com os pés dentro de mim.
Que surpresa boa ver que as quatro semanas que separaram as duas US deram ao meu filho um corpinho com “cara de gente”, deram mobilidade, continuaram dando-lhe vida.
Podem ser os olhos de mãe sobre os movimentos involuntários de um feto, mas ele parecia feliz aqui dentro, pegando os pés e esticando, virando cambalhotas e impedindo o médico de ficar ouvindo o coraçãozinho por mais tempo, roubando o sinal do sonar. Parecia se divertir fazendo esforço para ficar de barriga para cima e depois para alcançar os pés.
É isso. Estou totalmente aterrorizada com a novidade, com a responsabilidade, com os riscos.
Mas quero aproveitar o momento de estar feliz também. Não me importa nem se alguma coisa ruim acontecer. Nunca deixei de viver, não seria agora, numa das fases mais lindas e especiais da minha vida.
Escrever me liberta...
P.S. E achamos - o médico e eu - que é um menino.
* Chapeuzinho Amarelo é um livro do Chico Buarque, com ilustrações do Ziraldo que eu costumava ler quando era pequena.
quarta-feira, maio 27, 2009
Ultrassonografia
Bom, fiquei mais tranquila em saber que ele está no lugar certo, do tamanho certo para 8 semanas. Agora é só esperar...
terça-feira, maio 26, 2009
Informações do Feijão
Apesar de estar às portas da 9ª semana de gravidez, me dei conta de que praticamente não escrevi nada do que tenho sentido em canto algum.
Estava fazendo pesquisa num site que mostra as fases do feto e numa das páginas, tinha uma dica interessante sobre começar um blog, um diário (semanário...) com as sensações da gravidez, especialmente se fosse a primeira, porque daqui uns anos a tendÊncia é esquecer tudo ou quase tudo.
Realmente, quando li isso, lembrei do comentário de uma tia minha, anos atrás. Ela estava conversando com uma amiga sobre a gravidez do primeiro filho e disse que não tinha vomitado nada, não tinha sentido nada. Me intrometi e falei prá ela que tinha sim, vomitado muuitas vezes, inclusive em minha presença e que o comecinho tinha sido ruim nesse sentido “estomacal”. Ela riu e começou a perceber que tinha realmente esquecido de muitas coisas. Bom, acho que outras passam por isso e como não quero esquecer minhas fases, é melhor escrever.
Como já falei, descobri que estava grávida por um teste daqueles simples de farmácia.
Mas, antes disso, estava sentindo coisas estranhas. Tinha uma tontura esquisitíssima todas as vezes que me levantava e às vezes no meio de alguma atividade e tinha também muito sono. Estava precisando dormir entre as atividades pelo menos por 20 minutos para dar conta das coisas do dia-a-dia, especialmente dos discipulados.
Isso deve ter durado uns 20 dias, então descobri a gravidez, que explicou tudo.
Também percebe que estou mais “tolerância zero” do que já era. Não tenho paciência com coisas repetitivas, com gente pedante, com espera em filas e estou menos polida nas repostas também. Quando vejo, já falei.
A tontura e o sono praticamente sumiram mais ou menos uma semana depois de eu saber do bb. Aí aumentou uma fome esquisita que vinha me acometendo. Era repentina, de 3 em 3 horas e era de leão, sem poder esperar por ninguém.
Depois disso, passei a rejeitar comida e, embora tenha fome, não consigo comer bem como gostaria.
Não posso nem ver frango, porque morro de nojo, não consigo beber leite pela mesma razão e nem estou com pique para frituras. Refrigerante é apenas uma lembrança do passado e a água tem gosto ruim na minha boca.
Tenho tomado mais sorvete de creme que de outros sabores e não sinto vontade de comer doces.
Comida chinesa agrada ainda mais ao meu paladar e feijão verde me irrita. Feijão preto consigo comer, desde que seja na casa da Nadja, minha mãe-paraíba.
Falando nela, foi em sua casa que fiquei na última semana inteira, porque a reforma em casa está demorando mais do que esperávamos e não dava mais para dormir na casa de um casal onde estávamos ficando, porque eles vão receber visitas esses dias e porque fico preocupada de atrapalhar a vida deles. Eles são aposentados (ele é pastor) e os filhos estão longe de casa, então estão super acostumados com silêncio e não precisam se preocupar com comida, mas conosco lá, tive pena de ver a senhora sempre se esforçando para fazer alguma coisa que me agradasse... e às vezes precisávamos chegar tarde.
Na Praia de Campina, de onde voltei ontem, fiquei muito bem. Parecia que não estava grávida e não tive praticamente nenhum problema com alimentação. Mas o caminho de volta foi para me matar! Vomitei 4 vezes na estrada e mais uma antes de chegar aqui em casa, na entrada de nossa cidade.
Ah! Quase duas semanas atrás tive muita dor de estômago, mas isso tb passou.
Em geral, acho que é uma gravidez tranquila. Penso que se estivesse com minha casa em ordem, sem essa reforma, não teria quase nenhum problema, porque comeria o que quisesse, dormiria bem – não existe nada melhor que a minha cama – e poderia manter minha rotina sem sofrimento. Mas as coisas não são como a gente quer.
Amanhã, depois da ultrassonografia, devo ter mais novidades, afinal, deve ser o máximo ouvir o coraçãozinho do Feijão pela primeira vez.
sexta-feira, maio 15, 2009
Feijão
Mas acho que é legal ter algum registro "online" do momento.
Estamos grávidos aqui em casa!
Depois de exames chatos, de uma graaande expectativa e de muita espera, faz 3 semanas que recebi o resultado do exame confirmando.
Fiz um de urina, mas fui logo fazer o de sangue para confirmar, porque a gente sempre confia desconfiando dos testes de farmácia. Deu positivo tb.
Já comecei o pré-natal e espero que corra tudo bem. Faz uma semana (quase) que os enjoos começaram e vomitei duas vezes (diário super interessante...). Mas em geral me sinto bem. Só fico chateada porque não consigo comer como gostaria... falta apetite e sobra azia. São os presentes da maternidade. Espero que cheguem ao fim com a entrada do segundo trimestre, o que ainda vai demorar um pouquinho (estou com 7 semanas).
Registrei.
P.S. Coloquei "feijão" no post e nem expliquei a razão. É que estava olhando "fotinhas" na internet e bebê de 7 semanas não é nada mais, nada menos que um feijãozinho. Logo será a fase "cabeção e mãos de rex" e só depois se parecerá com uma gente mesmo.
sexta-feira, março 13, 2009
Amado
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
terça-feira, março 10, 2009
Universo ao meu redor
Quando a névoa toma conta da cidade
Quem pega no violão
Sou eu, sou eu
Prá cantar a novidade
Quantas lágrimas de orvalho na roseira
Todo mundo tem um canto de tristeza
Graças a Deus, um passarinho
Vem me acompanhar
Cantando bem baixinho
E eu já não me sinto só
Tão só, tão só
Com o universo ao meu redor
*Marisa Monte
segunda-feira, março 09, 2009
Balada do Amor Inabalável
Virando convivência
De amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontade gêmea de ficar
E não pensar em nada...
segunda-feira, março 02, 2009
Eu te amo calado...
Não haveria luz se não fosse a escuridão
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim
Cada voz que canta o amor não diz tudo o que quer dizer
Tudo que cala fala mais alto ao coração
Silenciosamente
Eu te falo com paixão
Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncio e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer
A vida é mesmo assim
Dia e noite, não e sim
Eu te amo calado
Como quem ouve uma sinfonia
De silêncio e de luz
Nós somos medo e desejo
Somos feitos de silêncio e som
Tem certas coisas que eu não sei dizer
quinta-feira, dezembro 25, 2008
Natal 2008
Pela primeira vez não fiquei animada com decoração, músicas, hinos, brilhos, comidas.
Parece que de verdade não sobrou nada assim externo que me animasse com a data.
Natal é o nascimento de Cristo. Vamos combinar que não foi nessa data, provavelmente. Além disso, a data virou super comercial o que roubou muito de sua graça.
Esse ano em especial acho que muita coisa não tinha graça por tudo o que passei, pela morte do meu tio e primos e depois a doença do meu marido.
Para facilitar vem essa biópsia. Ninguém gosta de ouvir o nome desse exame. Parece que é um exame fadado a resultados ruins.
Bom, fazendo um balanço, um apanhado desse ano, chego à conclusão de que realmente não restou nada nesse natal que não fosse simplesmente o fato de lembrar do nascimento do meu Salvador.
Escrevendo assim até parece que é o de menos, mas na verdade é o importante. Acho que acabei ficando feliz por ser salva e só. Não havia nada que me roubasse a atenção esse ano, nada que me preocupasse em organização, nada que me cansasse e me tirasse o poder de raciocinar sobre o que tem valor em si mesmo, sem nada para ornamentar.
A dor é um santo remédio. A dor humaniza, amadurece, revela o que está escondido. Ela também é um termômetro de fé, pessoal e dos relacionamentos. A dor traz a noção exata do que somos, de nossas expectativas, sonhos e também das dúvidas e medos.
A dor esse ano me deu uma nova perspectiva. Primeiro roubando toda esperança e depois revelando o verdadeiro sentido da existência. Foi como voltar ao primeiro amor.
É isso. Minha dor me trouxe de volta ao primeiro amor, quando eu não nem sabia que estava me distanciando dele.
Quando estava voltando do enterro do tio Ailton e dos meninos, sozinha no avião, liguei o palm para ouvir algum mp3 e, como uma vitrola quebrada, deixei repetir a mesma frase por 5 horas de vôo: para Deus não haverá impossíveis em todas as suas promessas.
Que promessa maior que a da salvação? Só a da vida eterna!
Natal para mim esse ano é mais que nunca a certeza de que a encarnação do meu Deus trouxe a esperança da liberdade, da comunhão recuperada, da vida completa, da vida com sentido.
Natal para mim em 2008 foi a certeza de que o Salvador chegou. E isso é tudo o que eu poderia querer.
quarta-feira, dezembro 10, 2008
Saudades...
Quando me mandou esse vídeo um tempo atrás fiquei super emocionada - yes! nós duas estamos ficando velhas e piegas!.
Agora estava caçando outra coisa no Youtube e o encontrei novamente.
Sabe? Talvez não tenhamos muita coisa, talvez não tenhamos alcançado todos os nossos sonhos, mas conquistamos algo mais especial e a cada ano que passa maior é a certeza do amor que sinto por você, do quanto você me faz falta e do quanto te desejo bem.
Gosto de não lembrar como nos conhecemos e como ficamos amigas, porque dá a sensação de que sempre tive você ao meu lado.
Com você aprendi o significado de existir "amigo mais chegado que irmão".
Nunca esqueça de que se precisar, é só chamar pelo meu nome. Estarei sempre aí.
NEOQEAV
v
terça-feira, dezembro 09, 2008
Áporo
sexta-feira, dezembro 05, 2008
...
Ele - a pessoa é ele e chama Marcus, com "u" porque ele é chic, bem - comentou o fato de não sermos verazes ao fazer analogias sobre personas, mesmo que as tais sejamos nós.
E está correto. Realmente enxergamos distorcido, ou melhor, inventamos baseados em desejos e/ou expectativas aquilo que descrevemos sobre alguém.
Fez-me pensar.
Quando eu era mais nova, ficava sempre analisando o que as pessoas falavam sobre mim. Era um jeito de eu "descobrir" seus segredos, sua personalidade. Depois passei a julgar o mundo todo apenas uma idiotice, como em Matrix - preciso desenhar? Todo mundo assistiu a esse filme, ma gandesc. Agora oscilo entre o prazer de achar que já sei alguma coisa sobre a vida e a obstinação de querer entender porque não sei sobre o que já deveria saber.
Tenho plena consciência dos dois lados. Sei que tudo que julgo saber hoje será nada amanhã, mas mesmo assim tenho pretensões de saber. É meio maluco mesmo.
Mas, e daí? Acho que somos isso.
Um monte de sonhos, desejos, expectativas.
E é bom, sabia? Adoro reler meus diários que guardo com carinho desde os 11 anos. Tornei-me muitas das coisas que desejei ser dizendo que era. Mais ainda é o que não queria ser e sou perfeitamente...
Não se enxerga direito sem olhar para trás. Não se tem passado se não olhar para o futuro durante o presente. São conexões misteriosas, milagrosas. especiais.
Nos faz humanos. Pode nos fazer melhores. Ou ridículos. Não importa.
Nos faz vivos.
sexta-feira, novembro 28, 2008
Ano III
Dia 26 fiz (emos) três anos de casada. Foi legal, apesar de não ser nada demais.
Ao mesmo tempo em que parece ter passado muito rápido, três anos não são propriamente uma vida, então há muito o que se viver (??).
No primeiro ano fomos para Barra de Camaratuba. Foi péssimo! O hotel era caríssimo e ruinzinho - foi indicação de uma "amiga" - e o que salvou foi uma jacuzzi, porque nem o clima tava muito bom. Estávamos irritados por qualquer coisa que nem sei mais.
O segundo ano foi no Maranhão. O Fernando tinha que ir para lá de qualquer maneira e acabamos juntando as duas coisas. Foi bom. Não foi melhor porque estávamos cansados de ter falado em várias igrejas etc. Ossos do ofício.
Esse ano a comunicação falhou e não conseguimos planejar nada com antecedência. Houve um casamento aqui na igreja sábado e o povo teria que viajar um dia depois do nosso aniversário. Ficamos meio confusos com as datas.
No dia 26 resolvemos ir para uma praia bem próxima, aproveitando que estaria vazia por ser meio de semana. Além do mais, não estávamos com pique de gastar porque esse ano já foi a cota (SP e Europa).
Foi ótimo! Acho que foi o melhor aniversário dos três. Aproveitamos bem, comemos bem, dormimos bem.
Mas somos péssimos nas fotos... sempre saímos horrorosos, por isso, posto uma foto da visão do nosso apartamento no hotel. E a corda da rede...
sexta-feira, novembro 21, 2008
Iris
Foi uma das primeiras coisas que tentei tocar no violão - sem sucesso, porque era com pestana - e uma das primeiras que consegui traduzir sem ajuda de um dicionário (o tempo voa!!).
Linda a música, lindo o filme do qual ela é tema e quem não gostaria de ser a razão para alguém deixar a "eternidade"?
Aliás, acho que foi por isso que acabei casando. Tudo que meu marido precisou fazer foi dizer que tinha rodado metade do mundo procurando alguém por quem valesse à pena morrer - por causa do exemplo do marido ter que ser como Cristo é para com a igreja - e não tinha encontrado até me conhecer. Até pensei em não aceitar... mas depois me dei conta de que ele poderia muda de idéia...rs... Não foi bem isso, me dei conta de que isso mostrava que ele realmente queria estar comigo por quem eu era e não por uma ou outra qualidade, como a maioria dos caras que se aproximaram da minha vida.
Corajoso o pedido dele. E agora eu também tenho alguém por quem morreria. E ele sabe.
Fefê, sei que vc não entra muito aqui (já me ouve o dia inteiro e ainda ler o que escrevo?? seria demais!!), mas estamos perto do terceiro aniversário de casamento e foi legal lembrar agora, enquanto ouvia essa música de que quase 4 anos atrás aceitei seu pedido de casamento, num momento tão confuso da minha vida, tão delicado e que essa foi a melhor escolha.
Não conheço outro homem como você. Até hoje ainda fico impressionada com sua sinceridade - cortante, às vezes - com sua inocência e com o amor que tem por Deus.
Te iubesc mult!
quarta-feira, novembro 19, 2008
Kiss From a Rose
Kiss from a rose não é para mim a trilha do Batman. É a trilha de uma época amalucada da minha vida. Ouví-la é fazer uma retrospectiva muito boa!
O Seal prova que homem não precisa ser bonito... precisa ser charmoso.
O clipe é tosco - não há nada perfeito.
Continuo piegas (será um novo estado??).
Melhores trechos?? Nem sei...
"... You became the light on the dark side of me... There is so much a man can tell you, So much he can say. You remain, My power, my pleasure, my pain, baby... "


