Ele começou durante o fim de uma refeição:
- Mamãe, quando eu crescer e for bem grande, quero ter um bebê na minha barriga.
- Filho, meninos e homens não carregam bebês na barriga. Seu pai não tem nenhum bebê na barriga dele.
- Só as mamães?
- Só as mamães, só as mulheres.
Depois de alguns minutos falando sobre outra coisa, entra o pai e se senta.
- Mãe, o papai tem um adulto na barriga dele. Posso ter um adulto na minha barriga?
***
Toda vez que a gente explica uma coisa para o Levi, ele classifica por grupos. Explico.
Ontem à noite, depois do culto, estávamos todos tomando um cafezinho com biscoito e ele veio correndo, todo sorridente, pegou meu braço e mordiscou, ao que repreendi imediatamente explicando que ele não deve morder:
- Só os leões?
- Ai, Levi, só os leões.
- E os tigres também, mamãe.
E ele faz isso com tudo.
- Posso usar essa faca grandona, mãe?
- Não, é muito perigosa.
- Só as mamães? E os papais?
- É. Os adultos.
- As Claras e os Levis não?
- ...
Uma senhora, que estava ao nosso lado, ouviu a conversa dos leões e tigres. Perguntou se ele gostava do Chaves. Mas ele nem assiste tv. E ela me lembrou de que o Kiko faz exatamente isso.
Sabia que já tinha visto esse filme em algum lugar...
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segunda-feira, novembro 05, 2012
quinta-feira, novembro 01, 2012
Papelzinho
Levi me chamou ontem e pediu para eu acender a luz do banheiro para ele fazer xixi. Quando levantou a tampa do vaso, tinha um pedacinho de papel higiênico dentro:
- Mãããe! Olha só isso! Alguém jogou papel no vaso.
- Acho que fui eu mesma, filho.
- Mamãe, não pode, tá errado.
- É. Tá errado mesmo.
- Agora vc precisa ficar de castigo para pensar e aprender.
- Ah, é? E quem vai me colocar de castigo?
- Sua vó.
Daí liguei prá minha vó Rosalina e contei. Depois de rir bastante ela disse que estou de castigo hoje, proibida de levantar da cama ou sofá, proibida de fazer qualquer coisa na casa.
Alguém me castigue!!
- Mãããe! Olha só isso! Alguém jogou papel no vaso.
- Acho que fui eu mesma, filho.
- Mamãe, não pode, tá errado.
- É. Tá errado mesmo.
- Agora vc precisa ficar de castigo para pensar e aprender.
- Ah, é? E quem vai me colocar de castigo?
- Sua vó.
Daí liguei prá minha vó Rosalina e contei. Depois de rir bastante ela disse que estou de castigo hoje, proibida de levantar da cama ou sofá, proibida de fazer qualquer coisa na casa.
Alguém me castigue!!
quarta-feira, outubro 17, 2012
Sorvete de que?
Levi,
Clara e eu saímos para tomar sorvete depois do jantar. Não sou fã de
comprar sorvete, em geral faço (menos açúcar, mais sabor, frutas
frescas, chocolate de boa qualidade, leite de verdade), mas ele queria muito. Escolheu de morango, comprei o
melhorzinho (marca famosinha, um que diz "leite e fruta"). No caminho de
volta, perguntei se o sorvete estava bom. Ele pensou e disse que sim.
Silêncio de um minuto:
- Mãe, o meu é de gordura.
- HÃ??
- Meu sorvete, mãe. É sorvete de gordura.
Até o Levi percebe que tem gordura hidrogenada nas porcarias industrializadas.
Depois de terminar ele gritou da sala:
- Mamãe!! Minha gordura acabou aqui.
Isso me fez pensar que:
. Preciso fazer sorvete ainda essa semana.
. Vale muito ensinar criancinhas a comer de um jeito legal - isso prá não falar da felicidade em ver o tanto de salada que ele comeu no restaurante hoje - e investir em produtos de boa qualidade, mesmo que signifique gastar um pouco mais em ingredientes alternativos.
. Cultivar um bom paladar é ter um adulto mais saudável. Tô investindo agora prá ele colher mais tarde. A curto prazo o paladar dele só rejeita um trambolho, no futuro o fígado, artérias, coração, vão agradecer.
E por fim, eu amo cuidar desses meus filhos! É incrível o quanto eles enriquecem minha vida. Voltei prá casa dando gargalhadas e até agora sorrio ao lembrar do sorvete de gordura...
terça-feira, outubro 09, 2012
Salvos pelo bambolê
Algumas semanas atrás, voltávamos de uma praia linda, depois de um dia gostoso com amigos de SP que estavam por aqui, quando vi algo que me chamou a atenção numa loja dessas 1,99.
Bambolês. Eu era fascinada pelos ditos quando criança e estava à procura para que o Levi pudesse se divertir e fazer uns exercícios.
Comprei quatro, um de cada cor disponível, pensando em circuitos animados no corredor lateral da casa.
Semana passada deu uma chuvarada e o Levi ficou trancafiado. Pais de meninos enérgicos sabem que isso requeruma camisa de força muita criatividade e paciência, mas eu estava sem as duas e com muito serviço.
Para minha surpresa, comecei a ouvir risadas do Levi, gritinhos de alegria e um "toc-toc" no chão, de algo leve quicando. Fui verificarse não era a cabeça da Clara na ponta dos pés e encontrei o garotinho saltitando, montado sobre um bambolê aberto. Assim que me viu, ele se apressou a mostrar seu cavalo. Isso durou um tempão.
Minutos mais tarde ele chegou correndo na cozinha, com o bambolê virado, fazendo "chuá-chuá" e e contando como aquele barco era legal e que ele estava no mar da Galiléia pescando com Pedro.
Mais risadas, dessa vez a Clara ria junto e lá vem a explicação do irmão (bambolê com a abertura de lado): "mamãe, olha essa bocona de leão, ela tá comendo a gente!".
Pausa para o almoço, bambolê escostado na cozinha e um garotinho feliz inventando histórias de cavalos, mar e animais de bocona. Soneca. Silêncio. Quase três da tarde e a movimentação recomeçou dentro de casa enquanto a chuva persistia fora.
Já mais livre, sentei com os dois na sala e ficamos conversando e brincando com massinha até ouvir "cadê meu bambolê?". Volta o trequinho azul para as mãos do garoto inquieto.
Bambolê com abertura para cima: "Mãe, olha só, é um U."
Para o lado: "Mããããe!! É um C!"
Para o outro lado: "Manhê, tá vendo? Olha minha lua!"
Para baixo, apoiado no chão: "Mamãe, mamãe, tô numa barraca! Vem, Clara, se esconder da chuva!"
Um bambolê azul desmontado salvou o dia inteiro. Um bambolê e um menino criativo prá dedéu!
Bambolês. Eu era fascinada pelos ditos quando criança e estava à procura para que o Levi pudesse se divertir e fazer uns exercícios.
Comprei quatro, um de cada cor disponível, pensando em circuitos animados no corredor lateral da casa.
Semana passada deu uma chuvarada e o Levi ficou trancafiado. Pais de meninos enérgicos sabem que isso requer
Para minha surpresa, comecei a ouvir risadas do Levi, gritinhos de alegria e um "toc-toc" no chão, de algo leve quicando. Fui verificar
Minutos mais tarde ele chegou correndo na cozinha, com o bambolê virado, fazendo "chuá-chuá" e e contando como aquele barco era legal e que ele estava no mar da Galiléia pescando com Pedro.
Mais risadas, dessa vez a Clara ria junto e lá vem a explicação do irmão (bambolê com a abertura de lado): "mamãe, olha essa bocona de leão, ela tá comendo a gente!".
Pausa para o almoço, bambolê escostado na cozinha e um garotinho feliz inventando histórias de cavalos, mar e animais de bocona. Soneca. Silêncio. Quase três da tarde e a movimentação recomeçou dentro de casa enquanto a chuva persistia fora.
Já mais livre, sentei com os dois na sala e ficamos conversando e brincando com massinha até ouvir "cadê meu bambolê?". Volta o trequinho azul para as mãos do garoto inquieto.
Bambolê com abertura para cima: "Mãe, olha só, é um U."
Para o lado: "Mããããe!! É um C!"
Para o outro lado: "Manhê, tá vendo? Olha minha lua!"
Para baixo, apoiado no chão: "Mamãe, mamãe, tô numa barraca! Vem, Clara, se esconder da chuva!"
Um bambolê azul desmontado salvou o dia inteiro. Um bambolê e um menino criativo prá dedéu!
sábado, agosto 18, 2012
Reflexos
Um dos meus objetivos para 2012 era cozinhar mais. Cozinho bastante desde sempre, mas queria cozinahr mais em variedade, descobrir novas receitas, diversificar ainda mais o paladar já excelente do Levi e ensinar a Clara a ser boa de garfo (ela ainda estava na barriga quando fiz o plano).
* * *
Estava em casa ontem, terminando de ajeitar algumas coisas antes de colocar o Levi no banho e ele estava especialmente agitado. Não desobediente, agitado mesmo, falando além do normal, repetindo coisas, o que nos deixou até um pouco preocupados, mas esse é outro assunto.
O menininho falava e falava. Pedi para ele fazer qualquer coisa e ele começou:
- Mamãe, pode parar com isso. Prestenção aqui, ó. Eu preciso de uma xícara de açúcar.
Quando comecei a balbuciar "prá que vo...":
- Mãe, deixa disso, só ouve agora. Olha, eu preciso de açúcar, uma xícara de farinha, bem pouco, um poquitinho de sal, só com o dedinho assim - mostrou como quem pega uma pitada - e água. Ah! Do seu fermento também. A gente mistura e espera ele descansar, depois faz bonitinho prá ele descansar de novo.
- E isso é o que?
- É pão, mamãe. Eu tô fazendo um pãozinho prá gente comer no café.
Check! Objetivo alcançado.
sexta-feira, junho 29, 2012
Influência do mundo sobre os filhos
Tô
eu aqui pensando.
A gente tenta fazer tudo certo com e pelo filho. O
moleque come bem (quantidade E qualidade), dorme cedo, não vê TV, DVD só
se eu tiver assistido antes, ouve música boa, não frequenta escolinha e pretendo que não frequente nos próximos muitos anos, vai à igreja, está praticamente o dia inteiro comigo ou com o pai... mas ninguém tem
controle total.
Ele AGORINHA me "cantou":
- Mãe, eu quero tchu, eu quero tcha!
Como faz?? É assim que eles aparecem tatuados em casa??
quarta-feira, junho 06, 2012
Maternidade Real - Madrugada
Queria postar um texto super legal hoje. Tava inspirada,
escrevi mentalmente (oi??) e até comecei a escrever digitalmente.
Daí... fui cuidar dos filhos e depois sentei para conversar
com meu pai na sala, afinal, não tenho meu pai aqui em casa sempre. É melhor
conversar com ele.
Conversa vai, conversa vem e estamos nós falando de coisas
engraçadas/aterrorizantes dos filhos. Pausa. É muito legal falar dos filhos
para meu pai. Minha infância é tão, tão viva, as memórias são tão palpáveis e
de repente estou eu falando da infância de meus dois filhos com meu pai. Ai,
ai... vou ter saudades disso quando ele voltar prá SP. Despausa. E na conversa lembrei-me de uma coisa do Levi.
Estávamos nós, madrugada, trocando as fraldas dele. Pausa novamente.
Gente do céu!! Por que cargas d’água nós íamos em par trocar a fralda de um, UM
bebê?? Despausa. Pegamos a fralda,
algodão, água morna no potinho, tudo nos
conformes. Bebê no trocador, ventilador ligado, girando em direção à
cadeira de balanço, aos pés do trocador.
Você, mãe, já se ligou no babado? Você, querido papai de
primeira viagem, mentalize.
A dupla e o bebê em seus lugares. Tirei a fralda,
rapidamente coloquei a outra debaixo do bumbum, agora limpo. Peguei mais uma
bolinha de algodão, umedeci para caprichar e pru. É, isso. PRU. Era esse som
mesmo. O garoto fez mais cocô molenga de bebê que só mamava leite dessa mãe
aqui. Ele sorriu, nós nem o olhamos nos olhos. Sabe como é... a criança pode
achar que acordar à noite é legal, a gente meio que teme brincar com o perigo. Nada
de olho no olho. Silêncio total, pega outra fralda, algodão úmido na bundica,
fralda nova, bebê sorri e...
PRUUUUUUU.
No ventilador. É. No ventilador. Na parte de trás do
ventilador, que puxa o ar, sacou?
Merda no ventilador. Literalmente, numa madrugada quente
qualquer de fevereiro 2010.
Quase morremos de rir, tive que dar banho na criança, tive
que tomar banho. Precisamos limpar o quarto e o plano “olho no olho nunca”
escafedeu-se. Ou, só fedeu-se mesmo.
quarta-feira, maio 23, 2012
Desmamou mesmo?
Tive algumas dificuldades nos primeiros dias para amamentar
o Levi, como já citei aqui. Foram poucos dias, muito difíceis, mas nos
acertamos, a produção normalizou e tudo ok.
Ele sempre mamou muito, e sempre ficou feliz mamando. Era até
engraçado ver.
Já maiorzinho, ele andava pela casa e voltava só para dar um
gole, como quem mata a sede.
Isso de forma alguma atrapalhou a introdução de sólidos. Sempre
foi bom de garfo também, contrariando muitas crenças e ditos por aí.
Mas o desmame... não foi exatamente como planejei. Gostaria de
ter amamentado até os dois anos. Queria engravidar nesse tempo, como de fato
aconteceu, quando ele estava com 1 ano e 3 meses. O problema é que comecei a
ter contrações fortes, cólica de precisar ficar sentada de olhos fechados para
suportar e o obstetra disse que eu precisava parar imediatamente.
Saí do consultório chorando. Liguei para a pediatra, ela
disse que achaca preciptado tirar, porque ele gostava muito e estávamos bem
assim, mas que conversaria com duas amigas ginecologistas humanizadas, com quem
estava almoçando e me ligaria em seguida.
As amigas ficaram divididas, mas por fim, por causa da
cólica ser intensa, acharam que seria melhor interromper. Não tive coragem de
tirar de vez, num dia só. Cortei o hábito de mamar logo de cara (aqueles
golinhos) e mantive a de dormir e a da manhã, que sempre foi nosso momento
especial, porque ele acordava, ia para nossa cama e ficava mamando e
tagarelando.
Cortei a da noite, que me trazia mais desconforto. Ele sofreu.
Chorou muito, o pai o acalmava, cedi algumas vezes porque nunca tinha deixado
que ele chorasse por querer mamar.
Ele entendeu, acostumou. E, finalmente, tirei a da manhã. Conversei,
expliquei, disse que ele tomaria um copo de leite morninho ainda na cama e é o
que fazemos até hoje, porque é nosso momento especial, de ficar abraçados, de
conversar, de beijar. Nós dois gostamos muito disso.
O processo de desmame durou pouco mais de 2 meses, ou seja,
ele desmamou de vez com 1 ano e 6/7 meses. Se por um lado eu sofri, acho que
foi melhor. Conhecendo o meu filho sei que para ele seria mais difícil ceder enquanto
tinha a irmã mamando. Ele entraria em guerra mesmo, ficaria triste. Ceder para
ninguém é uma coisa, mas entregar para a irmã... tsc tsc.
Algumas vezes durante esses 4 meses de vida da irmã ele
chegou a pedir para mamar. “Só um poquitinho,
mãe”. Nunca cedi porque via que era um pedido sorridente, não ressentido e ele
sempre aceitou as negativas.
Mas anteontem foi fogo! Estávamos sozinhos em casa, ele
pediu diversas vezes durante o dia e na hora de fazer a Clara dormir, foi o fim
para ele. Começou a chorar, sentido de verdade.
“Mamãe, deixa a Clara e cuida de mim, me dá um mamazinho, ela não quer mais”.
“Não, filho, vc é menininho, não mama mais. Já termino aqui
e cuido de você, ok?”
“Mamãe (chorando), eu quero nascer de novo prá ficar
bebezinho e mamar”.
Ai, ai... além de malandro e inteligente, ele sabe me
quebrar. Quaaase dei, mas sei que teria sido pior para todo mundo, então
prometi que tiraria meu leite para ele num copo. Ele ficou quietinho para a
irmã dormir logo e disse que tudo bem.
Dei um banho rápido nele e fomos para a cozinha. Tirei o
leite, pouco, porque ele estava com pressa, ansioso. Ele tomou um golão tão
satisfeito! E só. Não quis mais, agradeceu e pediu o outro leite para dormir.
Acho que tinha um quê de curiosidade que aquele gole resolveu,
desmistificou. Ele disse estava muito gostoso, mas desconfio. Talvez não
estivesse assim tão gostoso para ele.
O fato é que resolveu. Pelo menos por enquanto, porque com criança
a única verdade absoluta é que eles sempre mudam.
segunda-feira, maio 21, 2012
O primeiro "eu te amo"
Levi começou a falar as primeiras coisinhas com 8/9 meses. Falar
mesmo, não aquela barulhada que eles fazem de mãmãmã, pápápá, que na verdade
não são palavras como muitos gostam de dizer.
Falou “papai” bem certinho assim numa manhã. Acordou, o
peguei no berço e ele foi para nossa cama mamar. Depois de mamar, ficou se
sacudindo feliz, como sempre fazia, olhou para o Fer dormindo e falou “papai”. Perguntei
o que ele tinha falado e ele repetiu “papai”. O pai mesmo tava no décimo sono e
não ouviu. Saímos do quarto um pouco depois para abrir a lavanderia (a Sofia
estava miando para entrar) e o Levi falou de novo, “paapai”.
Era papai e pronto. Dali uns dias fomos para a Romênia. Ele travou,
esqueceu-se do papai, das palavras e ficou mergulhado naquele mundo de novos
sons. Adaptado, começou a falar sim, dá (sim em romeno), tau-tau (tchau tchau)
e umas besteirinhas. Entendia tudo, nas duas línguas.
Voltamos para o Brasil e com um ano ele falava praticamente
todas as palavras, não frases, mas tudo o que precisava pedia pelo nome. Progrediu
rapidamente e logo ouvi o primeiro “te amo”.
A gente quase morre, né?
Que coisa mais inebriante ouvir o filho dizendo essas duas
palavrinhas. Parece que o mundo pára, que o tempo congela e os segundos podem
ser sentidos até no paladar.
Isso faz mais de um ano.
Mas não era exatamente o que queria contar.
Hoje ele estava particularmente grudado em mim. Insistiu para
mamar – desmamou durante minha gestação da Clara – e disse que queria nascer
de novo prá mamar. Depois de muita conversa, beijo, abraço, o coloquei no banho
enquanto fazia a Clara dormir. Ele saiu sozinho de lá e apareceu peladão e
feliz “mãe, já joguei a água fora, viu?”. Vi, filho, tenho visto cada dia uma
coisa nova.
Peguei o hidratante dele, cuequinha, camiseta de dormir e
ele ficou sorrindo, dizendo que estava feliz. E me abraçou, pulou no colo e
disse “mãe, te iubéc”. Hã? “Te iubéc, mãe, igual o papai.” Sorri feliz,
orgulhosa, com aquela mesma sensação de mais de um ano atrás novamente.
Ele me ama. Mas ele também ma iubesti. É te iubesc, ele esqueceu uma letrinha. Não
importa, tá começando, recomeçando a aprender a falar, agora igual ao papai.
Levi, si eu. Si eu te iubesc mult. (Levi, eu também. Também
te amo muito).
![]() |
| Romênia, com quase 10 meses, num outono lindo. |
quinta-feira, maio 10, 2012
Ele tem razão
- Mãe, eu sou grande e a Caara (Clara) é pequena.
- É filho, você é maior que a Clara.
- Mamãe, eu vou crescer?
- Vai, filho. Vai ficar ainda maior, grande como o papai.
- E a Caara?
- Vai ficar grande como a mamãe.
-...
- Mãe... você não é grande, você é pequena!
- Uia! Por que?
- Você nem consegue pegar minha bola em cima do armário, só o papai é grande.
Dias depois:
- Mãe, pega minha peteca (ele fala qualquer coisa, menos peteca e a palavra muda sempre para isso), por favor?
- Meu amor, sua irmã está dormindo, não dá prá arrastar a cadeira agora (são pesadíssimas, de madeira) e, além disso, eu tô com as mãos de farinha.
- Viu, mãe? Você não é grande, é pequena.
Levi, 2 anos e 4 meses. Mereço?
- É filho, você é maior que a Clara.
- Mamãe, eu vou crescer?
- Vai, filho. Vai ficar ainda maior, grande como o papai.
- E a Caara?
- Vai ficar grande como a mamãe.
-...
- Mãe... você não é grande, você é pequena!
- Uia! Por que?
- Você nem consegue pegar minha bola em cima do armário, só o papai é grande.
Dias depois:
- Mãe, pega minha peteca (ele fala qualquer coisa, menos peteca e a palavra muda sempre para isso), por favor?
- Meu amor, sua irmã está dormindo, não dá prá arrastar a cadeira agora (são pesadíssimas, de madeira) e, além disso, eu tô com as mãos de farinha.
- Viu, mãe? Você não é grande, é pequena.
Levi, 2 anos e 4 meses. Mereço?
domingo, abril 18, 2010
Sono do bebê
Mil anos depois aqui estou.
Resolvi escrever antes que passe e esqueça e sempre pode ser útil para alguém.
Meu bb tem 3 meses.
Estamso super adaptados um ao outro aqui em casa, graças a Deus, mas não foi assim desde que chegamos da maternidade e acho que muitas mães passam pela mesma situação.
Nos primeiros dias quase enlouquecemos aqui!
Eu não tinha leite (essa é outra cosia para postar depois) e ele não dormia bem (essa é a razão do post de hoje).
Vamos ao sono.
O Levi chorava sem parar. Não acreditava em duas coisas: primeiro que um bb ficasse tão durinho ao nascer, porque todo mundo fala que são molinhos e a segunda, que ele podia chorar tão forte, tão alto, ao ponto de ficar rouco com 4 dias de nascido!
Eu devia ser muito incompetente mesmo... afinal de contas, que mãe não pdoe acalmar seu próprio bb? Bem, eu não podia e ainda sofria com a falta do leite.
O que aconteceu foi que comecei a estabelecer uma rotina, respeitando certos "sinais" que o Levi me dava.
Quando meu leite chegou e a alimentação dele entrou em ordem, passei a perceber em que hroas ele tinha fome, que horas ficava mais molinho e fui tentando adaptar isso à realidade da casa. Para ser mais precisa, passei a criar uma rotina dentro da minha rotina. Claro que não estabeleci horários fixos, mas as variações eram poucas, de no máximo, duas horas.
Com quase duas semanas de vida, percebi que ele dormia cerca de 3 horas seguidas e ficamos assim à noite: ele mamava às 9, às 00, às 3 e às 6 horas. Cansativo, mas muito bom, porque meu marido e eu podíamos dormir ciclos de 3 horas, o que é uma bênção com um recém-nascido.
Aos poucos tentei esticar a mamada da tarde e o soninho para ele não dormir às 9 da noite. Ficava brincando com ele, meu marido tb, deixávamos alerta e perto das 11 a casa silenciava e começávamos a falar baixo, trocávamos a roupinha, a fralda, ele mamava e dormia.
Com uns dois dias fazendo isso, pasmem, ele dormiu 5 horas seguidas. CINCO, isso mesmo! Eu acordei até desnorteada, achando que algo estivesse errado, fora do lugar, aí percebi que eram 5 da manhã!
Muitas pessoas começaram a reclamar ao me ouvir dizer isso, falando que eu deveria acordar o Levi.
Gente, é o seguinte, não sou médica, ok? Mas sou mãe... raramente um bb vai continuar dormindo se estiver com fome. Ele vai acordar e aos berros, em geral. A pediatra da 1ª consulta queria que eu o acordasse (na primeira semana de nascido), mas uma tia muito queria minha estava aqui em casa, já criou dois filhos e me disse que isso não era necessário e eu fui relaxando, mesmo com as críticas.
E troquei de pediatra :]
A pediatra com que estamos agora disse que o sono é uma bênção de Deus, o Levi ganha peso normalmente, até acima do esperado, então não precisa ser acordado e já está dormindo, quase 7 horas seguidas toda noite.
Mamães, não se preocupem se os primeiros dias forem terríveis. PASSA, ok? E a não ser em casos especiais, deixem os bbs dormirem em paz. Todos agradecem!
Resolvi escrever antes que passe e esqueça e sempre pode ser útil para alguém.
Meu bb tem 3 meses.
Estamso super adaptados um ao outro aqui em casa, graças a Deus, mas não foi assim desde que chegamos da maternidade e acho que muitas mães passam pela mesma situação.
Nos primeiros dias quase enlouquecemos aqui!
Eu não tinha leite (essa é outra cosia para postar depois) e ele não dormia bem (essa é a razão do post de hoje).
Vamos ao sono.
O Levi chorava sem parar. Não acreditava em duas coisas: primeiro que um bb ficasse tão durinho ao nascer, porque todo mundo fala que são molinhos e a segunda, que ele podia chorar tão forte, tão alto, ao ponto de ficar rouco com 4 dias de nascido!
Eu devia ser muito incompetente mesmo... afinal de contas, que mãe não pdoe acalmar seu próprio bb? Bem, eu não podia e ainda sofria com a falta do leite.
O que aconteceu foi que comecei a estabelecer uma rotina, respeitando certos "sinais" que o Levi me dava.
Quando meu leite chegou e a alimentação dele entrou em ordem, passei a perceber em que hroas ele tinha fome, que horas ficava mais molinho e fui tentando adaptar isso à realidade da casa. Para ser mais precisa, passei a criar uma rotina dentro da minha rotina. Claro que não estabeleci horários fixos, mas as variações eram poucas, de no máximo, duas horas.
Com quase duas semanas de vida, percebi que ele dormia cerca de 3 horas seguidas e ficamos assim à noite: ele mamava às 9, às 00, às 3 e às 6 horas. Cansativo, mas muito bom, porque meu marido e eu podíamos dormir ciclos de 3 horas, o que é uma bênção com um recém-nascido.
Aos poucos tentei esticar a mamada da tarde e o soninho para ele não dormir às 9 da noite. Ficava brincando com ele, meu marido tb, deixávamos alerta e perto das 11 a casa silenciava e começávamos a falar baixo, trocávamos a roupinha, a fralda, ele mamava e dormia.
Com uns dois dias fazendo isso, pasmem, ele dormiu 5 horas seguidas. CINCO, isso mesmo! Eu acordei até desnorteada, achando que algo estivesse errado, fora do lugar, aí percebi que eram 5 da manhã!
Muitas pessoas começaram a reclamar ao me ouvir dizer isso, falando que eu deveria acordar o Levi.
Gente, é o seguinte, não sou médica, ok? Mas sou mãe... raramente um bb vai continuar dormindo se estiver com fome. Ele vai acordar e aos berros, em geral. A pediatra da 1ª consulta queria que eu o acordasse (na primeira semana de nascido), mas uma tia muito queria minha estava aqui em casa, já criou dois filhos e me disse que isso não era necessário e eu fui relaxando, mesmo com as críticas.
E troquei de pediatra :]
A pediatra com que estamos agora disse que o sono é uma bênção de Deus, o Levi ganha peso normalmente, até acima do esperado, então não precisa ser acordado e já está dormindo, quase 7 horas seguidas toda noite.
Mamães, não se preocupem se os primeiros dias forem terríveis. PASSA, ok? E a não ser em casos especiais, deixem os bbs dormirem em paz. Todos agradecem!
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