sexta-feira, maio 25, 2012
Boas memórias
Não sei dizer precisamente qual o meu momento, porque quando lembro de um e penso "é esse!" me vejo em seguida com o mesmo sentimento em relação a outro.
Algumas coisas foram super, super, super.
Descobrir que estava grávida do Levi foi especial demais! Já tinha feito tratamento, já tinha tentado engravidar um tempão, repetido o trabamento e estava há quase um ano e meio tentando novamente. Nada de nada e a médica disse que seria melhor começarmos a pensar em adoção ou fertilização in vitro. Imagine, então, depois disso tudo, perceber que aquele atraso menstrual era diferente, que tinha uma barriguinha estranha, que tinha uma cintura estranha e fazer o exame de urina cedinho e ver duas listrinhas - uma beeem clarinha - e depois confirmar com o exame de sangue? Uma das melhores coisas da minha vida. Eu tinha certeza de que era menino, então ter a confirmação foi outra alegria imensa, porque eu queria menino.
O nascimento, ainda que por cesárea, às pressas, no fim da manhã do primeiro domingo de 2010, com a cara apreensiva do médico que já me vira em dias melhores e com a pressão melhor também, o nascimento foi incrível! Ouvir a voz do meu filho pela primeira vez, o primeiro filho, o meu menino.
A emoção surpresa ao ver um cotoquinho de 8 meses andando pela casa, com 9 andando pela rua sozinho, o primeiro "te amo"... sempre tem alguma coisa. A vida deles faz a nossa emocionante.
Do Levi posso separar a descoberta da gravidez como mais mais, o nascimento e quando disse que me amava.
Da Clara, tão petica ainda, não sei. Eu sabia que estava grávida e pronto. Não foi surpresa. Meu marido e eu conversamos numa tarde sobre filhos, achamos que seria legal parar de evitar, já tinha uma distância segura (por causa da cesárea). Dali uns dias eu já sabia que tinha gente na fôrma. Acho que foi emocionante saber que era menina, saber que nasceu bem depois de todo perrengue do fim da gestaçaõ e a assombração da pré-eclâmpsia de volta. Mas foi muito legal colocar meu primeiro macacãozinho nela. Eu amo olhar a foto em que o Levi a segura, com um pijaminho velhinho, cor desbotada e ela com meu macacão.
Sobre badulaques para guardar, tenho as pulseirinhas da maternidade, primeira roupa de cada, meu dito macacão, mecha de cabelo do Levi (a Clara nem tem ainda!), muitas fotos e o principal são cadernos com anotações que tenho feito e pretendo entregar quando estiverem adultos, saírem de casa ou ainda quando tiverem seus primeiros filhos - caso tenha paciência para tanto.
quarta-feira, maio 23, 2012
Desmamou mesmo?
segunda-feira, maio 21, 2012
O primeiro "eu te amo"
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| Romênia, com quase 10 meses, num outono lindo. |
sábado, maio 19, 2012
Pão de fôrma integral
O Fernando saiu logo cedo para dar aula em outra cidade. Isso sempre significa mais trabalho para mim e dia completamente sem tempo nem para respirar. Vai, exagero.. até consigo respirar, não consigo é tomar banho, mas esqueçamos disso.
Tinha almoço suficiente para mim e para o Levi. Requentei um arroz de cereais e feijão, fritei dois bifes ultra macios que separara ontem, a salada estava pronta e tinha uma sobrinha de purê de batatas de ontem à noite, que o Levi ama e aproveitou. Para o jantar, já tinha demolhado ervilhas, que ficaram deliciosas refogadas com bacon, tomate e cebola, servidas com arroz branco - item raríssimo em casa, inclusive o pacote já era - com cenouras e omelete.
Quando vi que horas eram, pensei que daria tempo de fazer um pão para o café, já que os outros dois tinham terminado ontem. Estava querendo fazer um pão integral, as receitas que encontrei em lugares "de confiança" eram em medidas e eu, vergonhosamente, não tenho balança. Aprendi a fazer pães por observação e em volumes.
Peguei uma receita de que gosto, não minha preferida, mas de um pão muito bom, fofinho de fácil e adaptei um pouco. A original pode ser encontrada aqui. Ela foi a inspiração justamente por ser um pão fofo, leve, que me deu coragem para substituir a farinha pela integral, mais pesada e seca.
Meu marido e um amigo americano que está em casa tinham acabado de jantar quando o pão saiu do forno, há alguns minutos. As crianças estão dormindo, deu tempo de eu saborear duas fatias calmamente - coisa rara em vida de mãe de dois peticos - e praticamente não temos pão suficiente para o café da manhã, já que devoraram mais da metade desse aqui. Nem tudo é perfeito.
É tão, tão fácil fazer, que ninguém pode se desculpar com falta de tempo. Fiz a massa, deixei descansando e fui dar banho nas crias, amamentar, contar história, escovar os dentes. Voltei à cozinha, moldei em dois minutinhos e cumpri o restante do ritual noturno do filhote mais velho, uma vez que a petica dorme assim que é posta no berço.
Vamos ao que interessa.
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| Já sei que a foto é tenebrosa... mas o pão é delícia! |
quarta-feira, maio 16, 2012
Alimentação, aqui em casa foi assim
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| 9 meses |
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| 1 ano |
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| 2 anos |
quinta-feira, maio 10, 2012
Ele tem razão
- É filho, você é maior que a Clara.
- Mamãe, eu vou crescer?
- Vai, filho. Vai ficar ainda maior, grande como o papai.
- E a Caara?
- Vai ficar grande como a mamãe.
-...
- Mãe... você não é grande, você é pequena!
- Uia! Por que?
- Você nem consegue pegar minha bola em cima do armário, só o papai é grande.
Dias depois:
- Mãe, pega minha peteca (ele fala qualquer coisa, menos peteca e a palavra muda sempre para isso), por favor?
- Meu amor, sua irmã está dormindo, não dá prá arrastar a cadeira agora (são pesadíssimas, de madeira) e, além disso, eu tô com as mãos de farinha.
- Viu, mãe? Você não é grande, é pequena.
Levi, 2 anos e 4 meses. Mereço?
quarta-feira, maio 09, 2012
As mulheres da minha vida
* letra AQUI.
quarta-feira, dezembro 07, 2011
Filhotinha
sábado, maio 28, 2011
Feijão II
quarta-feira, abril 21, 2010
Sling
A vida nem é arrumadinha e eu quero isso dum blog... ninguém merece!
Antes do Levi nascer comecei a pesquisar sobre os slings. Achava muito bonito nos sites, parecia muito confortával, mas eu não tinha prática e fiquei pensando sobre comprar ou não.
Na primeira semana de vida dele, percebi que precisava de algo, que não fosse o carrinho, para ajudar a carregar, porque bb pesa que não é brincadeira! Não são tantos quilos no começo, mas o tempo no colo é bastante e a sensação de peso vai aumentando... uma mãe sabe bem do qu estou falando. Sem contar que a gente nunca tem uma posição realmente confortável pra segurar.
Bom, comprei um sling. Não era o que eu queria, mas tinha pressa e comprei numa loja em JP (carézima!!!!), um de poliéster, que tb não é o ideal para RN. Mas, foi o jeito.
Que decepção ao tentar usar... o Levi odiava ficar dentro dele, parecia super desconfortável, ele chorava, se esticava todo... deixei encostado por uns dias.
Precisamos ir ao mercado e não temos família com quem deixar o bb por umas duas horas, então, tivemos que levar conosco para fazer compras e meu marido pediu para levar o sling no carro. Levei, meio desconfiada de que daria certo...
Quando fui "vestir" o sling e meu marido pediu para ele carregar o bb. Vestiu o sling, ajustei à altura dele e cosneguimos fazer as compras com o levi dormindo, bem protegido de tudo lá dentro.
PEnsei que as coisas estivessem se encaixado.
Nada...
Depois de uns dias, tentamos usar de novo e o menino reclamou até!
Aí decidi que tentaria todos os dias, até me acostumar. Tentei todas as posições, fui aprendendo a ajustar o sling com ele dentro e fiz muitas buscas na internet de vídeos com "lições de sling" até que achei um ensinando a improvisar um sling de algodão fazendo um nó de marinheiro.
Lá fui eu novamente...
Aí foi pior! O algodão, sem nada de elastano, me parecia menos confortável que o poliéster com elastano do meu sling, e prá piorar, eu não conseguia fazer o ajuste do nó. O Levi chorava para entrar e para sair e nao conseguia ficar um minuto.
Não desisti. Continuei lendo e treinando com meu bb - tadinho..rs... - até que um dia, finalmente, aprendi a ajeitar o de algodão de uma maneira confortável. Em seguida aprendi a usar o de argolas e agora estamos tão acostumados com eles que aaté para certas tarefas domésticas o sr. Levi fica no sling de algodão e nó de marinheiro comigo, de um lado para o outro.
Mãe, é preciso aprender a usar o sling. É fácil, sim, e muito confortável para nós e nossos bbs, mas, como tudo nessa vida, é preciso prática e prática não nasce com a gente, se conquista!
Li muitos depoimentos de mães qeu desistiram de usar alegando que seus bbs não gostam. Não acredito nisso. Tirem os slings das gavetas e armários, e mãos à obra! Vcs vão ver qeu vale o esforço, porque o trem ajuda mesmo a gente!
Vou fazer um vídeo meu ajustando o nó de marinheiro e postar aqui e também pretendo em breve falar do banho no balde.
segunda-feira, abril 19, 2010
Vote na nossa foto!
Tenho um pedido a todos: VOTEM EM MIM!
Na verdade, é uma promoção do site kikadepano para o dia das mães. Mandei uma foto do meu marido com nosso bb e eles estão concorrendo a um sling wrap - eu tô doida por um - e o que pode fazer é postar um comment com o nome deles. O link para as fotos é esse aqui. A foto deles é a segunda da segunda fileira (Fernando Frîncu e Levi).
Conto depois o resultado!
Muito obrigada!
domingo, abril 18, 2010
Sono do bebê
Resolvi escrever antes que passe e esqueça e sempre pode ser útil para alguém.
Meu bb tem 3 meses.
Estamso super adaptados um ao outro aqui em casa, graças a Deus, mas não foi assim desde que chegamos da maternidade e acho que muitas mães passam pela mesma situação.
Nos primeiros dias quase enlouquecemos aqui!
Eu não tinha leite (essa é outra cosia para postar depois) e ele não dormia bem (essa é a razão do post de hoje).
Vamos ao sono.
O Levi chorava sem parar. Não acreditava em duas coisas: primeiro que um bb ficasse tão durinho ao nascer, porque todo mundo fala que são molinhos e a segunda, que ele podia chorar tão forte, tão alto, ao ponto de ficar rouco com 4 dias de nascido!
Eu devia ser muito incompetente mesmo... afinal de contas, que mãe não pdoe acalmar seu próprio bb? Bem, eu não podia e ainda sofria com a falta do leite.
O que aconteceu foi que comecei a estabelecer uma rotina, respeitando certos "sinais" que o Levi me dava.
Quando meu leite chegou e a alimentação dele entrou em ordem, passei a perceber em que hroas ele tinha fome, que horas ficava mais molinho e fui tentando adaptar isso à realidade da casa. Para ser mais precisa, passei a criar uma rotina dentro da minha rotina. Claro que não estabeleci horários fixos, mas as variações eram poucas, de no máximo, duas horas.
Com quase duas semanas de vida, percebi que ele dormia cerca de 3 horas seguidas e ficamos assim à noite: ele mamava às 9, às 00, às 3 e às 6 horas. Cansativo, mas muito bom, porque meu marido e eu podíamos dormir ciclos de 3 horas, o que é uma bênção com um recém-nascido.
Aos poucos tentei esticar a mamada da tarde e o soninho para ele não dormir às 9 da noite. Ficava brincando com ele, meu marido tb, deixávamos alerta e perto das 11 a casa silenciava e começávamos a falar baixo, trocávamos a roupinha, a fralda, ele mamava e dormia.
Com uns dois dias fazendo isso, pasmem, ele dormiu 5 horas seguidas. CINCO, isso mesmo! Eu acordei até desnorteada, achando que algo estivesse errado, fora do lugar, aí percebi que eram 5 da manhã!
Muitas pessoas começaram a reclamar ao me ouvir dizer isso, falando que eu deveria acordar o Levi.
Gente, é o seguinte, não sou médica, ok? Mas sou mãe... raramente um bb vai continuar dormindo se estiver com fome. Ele vai acordar e aos berros, em geral. A pediatra da 1ª consulta queria que eu o acordasse (na primeira semana de nascido), mas uma tia muito queria minha estava aqui em casa, já criou dois filhos e me disse que isso não era necessário e eu fui relaxando, mesmo com as críticas.
E troquei de pediatra :]
A pediatra com que estamos agora disse que o sono é uma bênção de Deus, o Levi ganha peso normalmente, até acima do esperado, então não precisa ser acordado e já está dormindo, quase 7 horas seguidas toda noite.
Mamães, não se preocupem se os primeiros dias forem terríveis. PASSA, ok? E a não ser em casos especiais, deixem os bbs dormirem em paz. Todos agradecem!
sábado, abril 17, 2010
23:33
Há alguma comemoração na cidade. É fácil saber. Tem música alta, dançante.
Essa é a hora em que meus pensamentos se reúnem no pátio. Dão as mãos, rodam numa ciranda frenética, num carrossel alucinado, uns tentando se sobressair, outros se ocultar. Os mais puros se entrelaçam com os fétidos, os sonhadores com os fracassados. São todos meus. São todos eu.
Penso no meu bebê no berço. No meu marido lendo na sala. Meu irmão no hospital. Penso nos parentes distantes, nos parentes mortos de repente. Penso nos meninos da igreja. Nos bons amigos.
E tudo gira sem parar.
Penso na fome - sempre penso na fome - e nas criancinhas que morrem de fome.
Nos lugares lindos que já vi. Nos que ainda quero conhecer.
E o sono chega lentamente. Ordena tudo isso aos poucos. Engaveta um riso, arquiva uma dor, põe uma saudade em banho-maria, um sonho sobre a mesa, os medos no baú e acaricia as alegrias, para estarem bem dispostas pela manhã, carregadas pelos braços do ânimo que vem na brisa do renôvo.
Amanhã talvez seja tudo igual, talvez não. Quem sabe?
E, importa? No fim, diz Salomão, é tudo canseira, enfado e vaidade.
Espero poder ao menos no último sono da minha vida, ter um arquivo repleto de utilidades para apresentar e ter a certeza de que nada disso foi em vão.
sábado, julho 04, 2009
14 semanas
Tem uma parte que sempre me chama a atenção. Todo mundo que viu lembra-se da mulher do padeiro, a Dorinha, que saía com todo mundo na cidade e que no fim – da vida, não do filme – pede perdão ao marido, dizendo que por medo de ter que se separar dele no dia da morte o traía, como uma maneira de matar aos poucos o amor dos dois.
Parece desculpa esfarrapada, coisas de Ariano Suassuna apenas, mas ele, como bom conhecedor de “gentes” que é, sabe que cada um de nós tem um pouco de Dorinha em si. Não porque estamos ávidos para trair nossos cônjuges – aviso aos desafetos, o post não trata de uma confissão minha dum caso extraconjugal, sorry – mas temos muita dificuldade em manter saudáveis nossas relações e é normal, uma defesa até, tentarmos nos esquivar das pessoas que amamos principalmente quando esse sentimento sobrepuja o esperado, quando cresce fora do nosso controle, quando é amor mesmo, não apenas paixão.
Já perdi amigos assim; ao descobrirem me amar mais que estavam acostumados ou perceberem que o relacionamento tendia a ter os laços reforçados pelo tempo, cumplicidade e o compartilhar da vida, se esquivaram, vencidos pelo medo da ferida futura, da exposição necessária, da doação de si mesmos. Destruí eu mesma relacionamentos assim também, um namoro e talvez duas amizades.
Mas não é esse o ponto hoje para mim.
Tudo escrito é para tentar entender a razão de eu evitar escrever sobre minha gravidez.
Estive pensando esses dias que parece ser um tipo de medo. Medo de ficar tão feliz, tão completa e de repente ver tudo se acabar de repente. Acho que é por causa de tudo que aconteceu em minha vida ano passado. Acho que são as sequelas de situações difíceis enfrentadas em relação à perda pessoal ou vistas na vida dos outros próximos a mim.
No começo do ano a esposa de um pastor conhecido nosso estava radiante com a gravidez do primeiro filho em em uma semana o quadro passou de feliz a assustador com a mesma internada, em coma, depois de um aborto...
Alguns medos estão presentes o tempo inteiro em mim agora.
Quando era mais nova uma tia minha sempre dizia que ficava impressionada com minha coragem. Sempre andei sozinha, não tinha medo de me aventurar em esportes meio radicais, em parques temáticos, em trilhas, acampamentos, viagens. Mas lembro como se fosse hoje de ela me dizer que parte ou toda a coragem iria embora aos poucos, com a vinda da idade e com a mudança de papéis na vida.
Ô boca!
Tudo tem seu tempo mesmo e agora não é mais meu tempo de me aventurar. É meu tempo de parar, olhar para dentro. Minha coragem agora resume-se a enfrentar o mundo por causa da minha família, não a exposições que julgo desnecessárias no momento.
E ando com medo. Ando com medo de andar no escuro. E se eu cair? E se bater a barriga?
Ando com medo de sangue. Do meu sangue. Não quero ver meu sangue tão cedo, porque sei que ele pode ser sinal de perda, de morte, de tristeza.
Ando com medo de ficar feliz. De ficar tão feliz que alguma coisa pode acontecer só para calar meu riso. Por isso tenho fugido de escrever, fugido de sorrir, fugido de cantar.
É só uma fase, ok, eu sei. Apenas explico para mim mesma a razão de não estar radiante com o que tem-me feito mais satisfeita em meio à rotina diária.
Acho que tá na hora de acabar com a síndrome da Chapeuzinho Amarelo*.
Ao completar 12 semanas (estou com 14 agora) fiz nova ultrassonografia.
O que era uma massa informe com um coraçãozinho pulsando é agora um bbzinho, com os contornos perfeitos no rosto, dançando e brincando com os pés dentro de mim.
Que surpresa boa ver que as quatro semanas que separaram as duas US deram ao meu filho um corpinho com “cara de gente”, deram mobilidade, continuaram dando-lhe vida.
Podem ser os olhos de mãe sobre os movimentos involuntários de um feto, mas ele parecia feliz aqui dentro, pegando os pés e esticando, virando cambalhotas e impedindo o médico de ficar ouvindo o coraçãozinho por mais tempo, roubando o sinal do sonar. Parecia se divertir fazendo esforço para ficar de barriga para cima e depois para alcançar os pés.
É isso. Estou totalmente aterrorizada com a novidade, com a responsabilidade, com os riscos.
Mas quero aproveitar o momento de estar feliz também. Não me importa nem se alguma coisa ruim acontecer. Nunca deixei de viver, não seria agora, numa das fases mais lindas e especiais da minha vida.
Escrever me liberta...
P.S. E achamos - o médico e eu - que é um menino.
* Chapeuzinho Amarelo é um livro do Chico Buarque, com ilustrações do Ziraldo que eu costumava ler quando era pequena.
quarta-feira, maio 27, 2009
Ultrassonografia
Bom, fiquei mais tranquila em saber que ele está no lugar certo, do tamanho certo para 8 semanas. Agora é só esperar...
terça-feira, maio 26, 2009
Informações do Feijão
Apesar de estar às portas da 9ª semana de gravidez, me dei conta de que praticamente não escrevi nada do que tenho sentido em canto algum.
Estava fazendo pesquisa num site que mostra as fases do feto e numa das páginas, tinha uma dica interessante sobre começar um blog, um diário (semanário...) com as sensações da gravidez, especialmente se fosse a primeira, porque daqui uns anos a tendÊncia é esquecer tudo ou quase tudo.
Realmente, quando li isso, lembrei do comentário de uma tia minha, anos atrás. Ela estava conversando com uma amiga sobre a gravidez do primeiro filho e disse que não tinha vomitado nada, não tinha sentido nada. Me intrometi e falei prá ela que tinha sim, vomitado muuitas vezes, inclusive em minha presença e que o comecinho tinha sido ruim nesse sentido “estomacal”. Ela riu e começou a perceber que tinha realmente esquecido de muitas coisas. Bom, acho que outras passam por isso e como não quero esquecer minhas fases, é melhor escrever.
Como já falei, descobri que estava grávida por um teste daqueles simples de farmácia.
Mas, antes disso, estava sentindo coisas estranhas. Tinha uma tontura esquisitíssima todas as vezes que me levantava e às vezes no meio de alguma atividade e tinha também muito sono. Estava precisando dormir entre as atividades pelo menos por 20 minutos para dar conta das coisas do dia-a-dia, especialmente dos discipulados.
Isso deve ter durado uns 20 dias, então descobri a gravidez, que explicou tudo.
Também percebe que estou mais “tolerância zero” do que já era. Não tenho paciência com coisas repetitivas, com gente pedante, com espera em filas e estou menos polida nas repostas também. Quando vejo, já falei.
A tontura e o sono praticamente sumiram mais ou menos uma semana depois de eu saber do bb. Aí aumentou uma fome esquisita que vinha me acometendo. Era repentina, de 3 em 3 horas e era de leão, sem poder esperar por ninguém.
Depois disso, passei a rejeitar comida e, embora tenha fome, não consigo comer bem como gostaria.
Não posso nem ver frango, porque morro de nojo, não consigo beber leite pela mesma razão e nem estou com pique para frituras. Refrigerante é apenas uma lembrança do passado e a água tem gosto ruim na minha boca.
Tenho tomado mais sorvete de creme que de outros sabores e não sinto vontade de comer doces.
Comida chinesa agrada ainda mais ao meu paladar e feijão verde me irrita. Feijão preto consigo comer, desde que seja na casa da Nadja, minha mãe-paraíba.
Falando nela, foi em sua casa que fiquei na última semana inteira, porque a reforma em casa está demorando mais do que esperávamos e não dava mais para dormir na casa de um casal onde estávamos ficando, porque eles vão receber visitas esses dias e porque fico preocupada de atrapalhar a vida deles. Eles são aposentados (ele é pastor) e os filhos estão longe de casa, então estão super acostumados com silêncio e não precisam se preocupar com comida, mas conosco lá, tive pena de ver a senhora sempre se esforçando para fazer alguma coisa que me agradasse... e às vezes precisávamos chegar tarde.
Na Praia de Campina, de onde voltei ontem, fiquei muito bem. Parecia que não estava grávida e não tive praticamente nenhum problema com alimentação. Mas o caminho de volta foi para me matar! Vomitei 4 vezes na estrada e mais uma antes de chegar aqui em casa, na entrada de nossa cidade.
Ah! Quase duas semanas atrás tive muita dor de estômago, mas isso tb passou.
Em geral, acho que é uma gravidez tranquila. Penso que se estivesse com minha casa em ordem, sem essa reforma, não teria quase nenhum problema, porque comeria o que quisesse, dormiria bem – não existe nada melhor que a minha cama – e poderia manter minha rotina sem sofrimento. Mas as coisas não são como a gente quer.
Amanhã, depois da ultrassonografia, devo ter mais novidades, afinal, deve ser o máximo ouvir o coraçãozinho do Feijão pela primeira vez.
sexta-feira, maio 15, 2009
Feijão
Mas acho que é legal ter algum registro "online" do momento.
Estamos grávidos aqui em casa!
Depois de exames chatos, de uma graaande expectativa e de muita espera, faz 3 semanas que recebi o resultado do exame confirmando.
Fiz um de urina, mas fui logo fazer o de sangue para confirmar, porque a gente sempre confia desconfiando dos testes de farmácia. Deu positivo tb.
Já comecei o pré-natal e espero que corra tudo bem. Faz uma semana (quase) que os enjoos começaram e vomitei duas vezes (diário super interessante...). Mas em geral me sinto bem. Só fico chateada porque não consigo comer como gostaria... falta apetite e sobra azia. São os presentes da maternidade. Espero que cheguem ao fim com a entrada do segundo trimestre, o que ainda vai demorar um pouquinho (estou com 7 semanas).
Registrei.
P.S. Coloquei "feijão" no post e nem expliquei a razão. É que estava olhando "fotinhas" na internet e bebê de 7 semanas não é nada mais, nada menos que um feijãozinho. Logo será a fase "cabeção e mãos de rex" e só depois se parecerá com uma gente mesmo.
sexta-feira, março 13, 2009
Amado
E esse tal alguém não ser seu
Fico desejando nós gastando o mar
Pôr-do-sol, postal, mais ninguém
Peço tanto a Deus
Para lhe esquecer
Mas só de pedir me lembro
Minha linda flor
Meu jasmim será
Meus melhores beijos serão seus
Sinto que você é ligado a mim
Sempre que estou indo, volto atrás
Estou entregue a ponto de estar sempre só
Esperando um sim ou nunca mais
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Sinto absoluto o dom de existir,
Não há solidão, nem pena
Nessa doação, milagres do amor
Sinto uma extensão divina
É tanta graça lá fora passa
O tempo sem você
Mas pode sim
Ser sim amado e tudo acontecer
Quero dançar com você
Dançar com você
Quero dançar com você
Dançar com você
terça-feira, março 10, 2009
Universo ao meu redor
Quando a névoa toma conta da cidade
Quem pega no violão
Sou eu, sou eu
Prá cantar a novidade
Quantas lágrimas de orvalho na roseira
Todo mundo tem um canto de tristeza
Graças a Deus, um passarinho
Vem me acompanhar
Cantando bem baixinho
E eu já não me sinto só
Tão só, tão só
Com o universo ao meu redor
*Marisa Monte
segunda-feira, março 09, 2009
Balada do Amor Inabalável
Virando convivência
De amizade apaixonada
Sonho, sexo, paixão
Vontade gêmea de ficar
E não pensar em nada...




