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quarta-feira, fevereiro 27, 2008

Meu aniversário

Yes. Hoje é meu aniversário.
Senti-me estranha durante a manhã, como se fosse errado eu completar mais um "ano de vida". Parece que comemorar a vida é algo ofensivo nesse momento. Sei que não é, que a vida segue etc etc mas a sensação foi essa.
Esse ano nossa família não deveria fazer aniversário. Cada família deveria ter o direito de não fazer aniversário durante o ano da perda de parentes próximos. Seria facultativo, porque somos um país democrático (somos??) e seria injusto e feriria a constituição se obrigássemos todos a fazer a mesma coisa.
E deveria também ser um ano por direito "sabático".
Quem consegue trabalhar direito ao perder quatro parentes amados?
Vamos mudar as leis! Vamos vestir a camisa dos enlutados desse país!
E tudo, de um jeito ou de outro, é política.

Fome


Criança desnutrida na África.

Se antes eu precisava desses lembretes, agora dependo deles.

Porque existe dor maior que a nossa. Sempre. Em algum lugar.

Não somos os mais sofridos desse mundo, os que enfrentam dificuldades. Essa dói em nós hoje, mas e a dor de todos e tantas dores diárias que ignoramos?

Choramos a morte de nossos queridos.
Mas alguns choram a necessidade de sobreviver.

Choro a saudade de alguém que se foi, mas posso pegar um avião e encontrar meus parentes vivos e dar-lhes um abraço.
Mas alguns choram o abandono perpétuo.

Quantas famílias choram todos os dias dores iguais à nossa, maiores que a nossa?

As vítimas da guerra. Do Iraque, do Afeganistão, de Israel. A repressão cubana. As tribos africanas. Os bebês assassinados nas nossas tribos, tirados de suas mães com os peitos fartos de leite.

Seria muito mesquinho me fechar em minha dor. Ela é grande, não a minimizo. Ela é forte, não a subestimo. Mas estou aqui, no conforto da minha casa. Durmo ao lado de meu marido. Escrevo num computador.

E sou livre. Saudável.

Acredito que um dos remédios agora seja olhar para a dor alheia.

Porque tem sim, sofrimento maior que o nosso.





segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Sentimentos...

Nunca tinha me deparado com a morte de maneira tão próxima.

Perdi minha bisavó, mas ela estava "passando da hora de morrer", quero dizer, muito velha, com sinais de esclerose, a mente não muito são mais fazia algum tempo. Às vezes reconhecia a família, às vezes não. E ela estava velhinha. Nós "esperávamos" que morresse.

Fora isso, morreu um tio do meu pai, o Samuel, que se conheci, era bebê. Não fez tanta diferença e pouco tempo atrás morreu um outro tio dele, o Levi. Foi uma morte triste, ruim e que ficou entalada na nossa goela, por causa de como aconteceu. Ele foi atropelado enquanto atravessava uma avenida perto da casa da irmã dele (minha avó). Ficou internado uns dias e morreu. Ele era alegre, brincalhão, cantava tocava violão. Era muito legal chegar na casa dos meus avós, sentir o cheiro de café e ver os três, minha avó, meu avô e o tio Levi, cantarolando um hino a três vozes... Era legal também quando se apresentavam na igreja.

Ele sofreu o acidente enquanto eu estava dentro do avião, voltando das férias em SP aqui para minha bat-casa. Tínhamos nos visto um dia antes. Ele tinha me dado aquele super abraço "põe-coluna-no-lugar". Fiquei triste. Não chorei. Passei uns dias sem entender. Mas mesmo assim, era um avô, quase bisavô. Tinha feito tudo o que se espera que um homem faça na vida - em nossa vã e supérflua filosofia, claro - e apesar da morte naõ ser natural, a ordem cronológica mais ou menos foi.

Por parte de mãe também sofremos a morte de algumas tias dela. Tia Nega, cujo nome verdadeiro é uma incógnita para mim. Uma mulher que conheço apenas por histórias, que tinha um gênio daqueles... Morreu não lembro de que, mas era velha e não tínhamos contato. Ela morava no interior de SP, muito longe de nós e fora minha avó, irmã dela, que sofreu muito, acho que nem minhas tias irmãs da minha mãe sofreram.

Depois dela, morreu a tia Ignês. Ela eu conhecia melhor. Lembro dela em várias ocasiões e ela esteve em itu, na casa da minha avó materna e conversamos e nos abraçamos antes de eu voltar de férias (outras em SP).

Gostava dela, apesar de ser uma tia também distante. E aprendi a admirar seu comportamento de boa mãe, boa filha (pelas histórias, obviamente), boa cristã. Ela sofreu muito com o câncer. Lutou bravamente contra ele durante três anos, mas não resistiu. O golpe final foi dado quando soube que há anos era traída por seu marido. Parece que ela se entregou. Quem não se entregaria? Foi sofrido, mas não chorei. Fiquei uns dias pensando naquilo... mas é a vida. Ela era uma senhora, bisavó.
Estava cansada de lutar com seu corpo.

Mas essa morte do tio Ailton, da Kátia, da Bruna e do Caio.... meu Deus! Que difícil tem sido!

Tudo tão "interrompido", todos novos, o choque de serem quatro, não apenas um, estarem passeando, ter ficado vida só uma mãe sem filhos e agora viúva!

Fazia anos que não chorava tanto! Agora as lágrimas parecem ter chegado ao fim, mas não consigo seguir normal ainda. Tenho me esforçado, tenho um marido muito compreensivo, tenho tentando manter as atividades regulares, mas não dá. Simplesmente não dá. Parece que ficou um pedaço da gente (falo por minhas tias, tios, meu pai - era irmão dele - meus avós) preso no cemitério de Ribeirão Pires. E falar, escrever, lembrar disso, dói.

Dói agudo, o peito sente uma fisgada, uma pontada... é físico mas é quase impossível descrever.

O que faz as emoções oscilarem tanto nem sei dizer. A perda parece maior agora.

A imagem dos quatro nos caixões. A risada boa do tio um dia antes dizendo que ainda tava em pé o plano de passar aqui em casa. A vontade de ligar para ele e não poder mais. A foto encontrada sem querer com o Caio no meu colo e todo mundo rindo com o biscoito de polvilho da vó que saíra do forno. As piadas de morte, sobre morte que o tio adorava contar. A Kátia se preparando para prestar vestibular no fim do ano. A Bruna pedindo para jogar no meu Palm. Cuidar do Caio para a Lídia tomar banho antes do culto. A imagem dos quatro nos caixões. As fotos deles no Orkut. A tiração de sarro do tio quando me encontrou pela primeira vez depois do meu casamento aqui em casa. O cuidado dele quando pensou que eu estivesse grávida e os conselhos para eu não tomar remédio para infecção urinária. O choro amargurado quando ele veio a primeira vez aqui em Rio Tinto, quando nos encontramos na rodoviária em Mamanguape e nos abraçamos. As lutas juntos. Os segredos que tínhamos. A alegria dele ao ver que finalmente aqui havia uma casa para obreiros. As dicas de eletrônicos. O amor forte pelo meu pai que nós dois compartilhávamos e o desejo de vê-lo na igreja. A imagem deles no caixão.. Os quatro caixões.

Não tem como esquecer nada disso. Nem sei se quero. Quero só que a vida encontre logo seu novo caminho se ser em meio à essa bagunça agora.

sábado, janeiro 26, 2008

Nárnia

Aos que estiveram conosco nesse momento tão difícil, nossa gratidão.

Agradecemos por suas orações, pelas palavras sinceras de encorajamento, por chorarem conosco, por ajudarem com os recursos financeiros, por todo o apoio que sentimos de cada um.

Será sempre impossível devolver cada gesto e cada palavra amorosa que recebemos de vocês.
Que Deus, em sua infinita bondade e amor, os abençoe. É o que podemos desejar e pedir.

O tio Ailton gostava muito de histórias. Contava tantas quantas pudesse, o tempo inteiro.

Nos últimos meses, lia para sua filha de 7 anos "As crônicas de Nárnia" de C.S. Lewis. Ele tinha uma edição completa, linda, ilustrada - que já não se pode encontrar para comprar - e havia terminado "A cadeira de prata".

Não teve tempo de ler para ela a última parte do livro, "A última batalha". Mas não tem problema. Eles, Ailton, Kátia, Bruna e Caio, já passaram pela última batalha, venceram e podem desfrutar de "Nárnia" como não seria possível antes.

Se algo nos consola em nossa tristeza e em nossa dor, é a visão simples e infantil que Lewis nos deu. Podemos imaginar os 4 entrando em "Nárnia", pasmos diante de tanta beleza, alegres como jamais estiveram, rindo, brincando e desfrutando da plenitude da presença de Deus.

Dá para imaginar o tio de bermuda, camiseta pólo verde, o caio nos braços, a Bruna correndo na frente e a Kátia ao lado.

São coisas que desconhecemos, mas nutridas pela certeza de que um dia, demore quanto demorar, estaremos juntos e toda lágrima será enxugada de nosso rosto.

Deus seja louvado por essas vidas preciosas!

Abaixo, um pequeno trecho do livro que não pôde ser lido.

Um grande abraço a todos.


"E à medida que Ele falava, já não lhes parecia mais um leão. E as coisas que começaram a acontecer a partir daquele momento eram tão lindas e grandiosas que não consigo descrevê-las. Para nós, este é o fim de todas as histórias, e podemos dizer, com absoluta certeza, que todos viveram felizes para sempre. Para eles, porém, este foi apenas o começo da verdadeira história. Toda a vida deles neste mundo e todas as suas aventuras em Nárnia haviam sido apenas a capa e a primeira página do livro. Agora, finalmente, estavam começando o Capítulo Um da Grande História que ninguém na terra jamais leu: a história que continua eternamente e na qual cada capítulo é muito melhor do que o anterior"

As Crônicas de Nárnia - A Última Batalha, C.S. Lewis

domingo, janeiro 20, 2008

Dias Tristes

MInha última postagem foi no dia 14.
Um dia antes do aniversári domeu marido.
Passamos um dia 15 esquisito, meio "jururus" apesar do almoço especial de aniversário feito por pessoas muito atenciosas, muito queridas por nós.
No fim da tarde estávamos mais esquisitos ainda.
À noite meu marido foi ao culto na igreja e eu estava fazia algumas horas sentada, no mesmo lugar e muito entristecida.
Cerca de menos de uma hora depois de ele ter saído, meu pai me ligou e, por sua voz, soube imediantamente que as notícias seriam ruins.
Meu tio morreu. Estava em férias, depois de muito tempo. Ele e a família (3 filhos e a esposa) estavam a caminho da casa de um outro parente, onde descansariam. Tinham planos de passar em nossa casa no nordeste.
Mas em MG, um acidente os levou de todos nós.
Ele e seus 3 filhos morreram. A esposa está hospitalizada, mas vai se recuperar.
Nâo há nada que se possa falar para expressar nossa dor, nossa tristeza.
Era uma pessoa querida em nossavida, em nossa família inteira. Alguém que amava a Deus acima de tudo, que amava a família, vivia por ela. Alguém sempre presente, cuidadoso, sensato.
Não falo isso agora que morreu, mas graças a Deus, tive a oportunidade de falar isso para ele uns dias antes de sua viagem, menos de uma semana e também de ouvir sua risada um dia antes.
Sabemos que ele está melhor agora. Que se alegra inteiramente da presença de Deus de uma maneira que nenhum de nós, enquanto nessa terra, poderá desfrutar.
Mas a dor corrói. A dor dilacera nosso peito.
Nesse momento gostaria apenas de registrar o quanto o amava, e ainda amo e como tem sido ruim e dificil a saudade.
Mas nós nos veremos.

segunda-feira, janeiro 14, 2008

2008

Esse ano começou super corrido, com um monte de problemas dos outros para ajudar a resolver fora minha própria vida que por si já é agitada.
Mas, nada a reclamar.
Com tudo isso, tem sido um ano proveitoso até agora e especialmente nesse fim de semana quando resolvemos muitas questões relativas à igreja aqui.
Logo trarei mudanças.
Andei olhando as visitas por dia e acho um desrespeito não ter colocado mais nada para quem anda vasculhando por aqui.
Conforme tinha mencionado uns posts atrás, estou me preparando para poder postar sobre minhas muitas descobertas no Ubuntu e acho que poderão ajudar aos iniciantes como eu.
Até mais.
* Em breve

segunda-feira, dezembro 24, 2007

Feliz Natal!!


Ok. Já postei agora mesmo, mas não lembrei que era Natal. Não que seja irrelevante, mas tenho uma visão ampla sobre essa data. É para mim algo muito especial pensar no nascimento do meu Salvador, mas tenho consciência também de que a data não foi bem essa... nem em mês, nem em anos, como contamos no calendário etc etc. Mas acho que isso tb é besteira. Porque a data errada não muda a importância do fato, mas o fato importante não se prende a uma data. Durante os últimos dias, ou melhor, as últimas noites, um grupo aqui da igreja saiu cantando pelas casas das pessoas na cidade. Ontem no culto só foram cantados hinos de natal. Hoje à noite teremos um jantar com a igreja. A data acaba virado apenas uma troca de formalidades entre as pessoas, e até as instituições que deveriam prezar pelo "verdadeiro sentido do Natal" acabam entrando na onda da "mesmice ritualísitca". Abaixo segue a letra de um hino antigo e bem simples, quase infantil, do que interessa de verdade não só nessa data, mas sempre:

241- Nascimento de Jesus


Mal supõe aquela gente

Que em Belém quer ir parar

Que uma liz tão refuilgente

Vai ali brilhar

É por anjos anunciado

E os pastores logo vêem

Que o Senhor por Deus mandado

Nasce em Belém



Vinde ouvir a doce história

Que nos altos céus nos vem

O Messias, rei da Glória

Nasce em Belém


Mundo triste, vem desperta

Teus grilhões desfeitos são

Tens a porta franca aberta

Sai da vil prisão

Não hesites duvidoso

Esse dom do céu provém;

Cristo, o Todo-Poderoso

Nasce em Belém


Proclamai a todo mundo

Toda raça, toda cor:

Cristo em seu amor profundo,

Salva o pecador!

Confiança Nele tende

Não desprezará ninguém

Vinde, os braços vos estende

Nasce em Belém


Piriri

Quanta coisa nessas duas últimas semanas!
Nessa última que acabou anteontem, nem se fala!
Corri demais, acabei ficando doente. Domingo passado recebi um golpe no estômago com uma notícia ruim prá caramba e passei mal antes do culto. Tive um piriri daqueles. Consegui ficar no culto, ainda que minhas entranhas tenham se movimentado além da conta umas duas ou três vezes.
Aí seguiu a semana com mais problemas para resolver, o caso do domingo martelando nossa cabeça aqui em casa, nós sem saber o que pensar e como ajudar as pessoas afetadas por ele...
Ontem, cera de uma hora ou mais antes do culto, comecei a sentrir cólicas intestinais muito fortes. Sabe aquela que até arrepia? Aff... foi essa...
Morei no banheiro por uma hora. Mas achei que tivesse passado, tomei banho e fui para o culto. Depois de 5 minutos me contraindo no púlpito, voltei para o banheiro de casa. Não teve jeito. Senti que estava desidratando e não só isso, mas minhas mãos começaram a ficar pálidas, eu passei a suar frio. Tive vontade de chamar meu marido, quem sabe me levar para tomar um soro no hospital, mas acabei desistindo.
Lá prás tantas, quase 9 da noite, já quase 3 horas agoniando, a dor passou e o intestino resolveu parar um pouco.
Ainda bem! Não aguentava mais!
Fui tomar uma sopa para dormir, mas tive nojo quando olhei no prato. Fiz um mingau de chocolate - daqueles de maizena - e foi o que bastou.
Fim de ano puxado.
Até para meu intestino, coitado.

sexta-feira, dezembro 07, 2007

07 de dezembro de 2007.

O ano logo chegará ao fim.

Quando era pequena ouvia as pessoas "maiores" comentando como faltava tempo para isso e aquilo, como a vida estava passando rapidamente e sinceramente, achava tudo tão distante da minha realidade... Meu tempo passava devagar. Quando mesmo eu teria 12 anos? E que falar dos 15?
Nem chegava a sonhar com os 18 porque sabia que seria uma eternidade até que eles viessem.

Mas percebi com o passar desse mesmo tempo, que ele tem várias faces e que se revela de maneira diferente a cada idade, conforme aquilo que cada uma pode entender, perceber.


Hoje eu mesma tenho a impressão de que tudo passa com muita velocidade, que os dias escoem pelas mãos como grãos de areia, aquela sensação que tinha quando era criança e brincava na praia, deixando a areia escapar entre os dedos se repete com o tempo e minha vida.

Mas não me queixo. Apenas observo.

E acho tudo muito bonito. Bonito ver que o tempo corre para mim e é tão letárgico para meus alunos de 5 anos na EBD, que nem entendem quanto tempo falta até o Natal.

Mas deixando tudo isso de lado, como disse Cecília Meireles, "o essencial é viver".

terça-feira, dezembro 04, 2007

Linux, eu consegui!!

Um tempinho atrás, ao trocar de pc, resolvi tentar usar Linux pela segunda vez. Da primeira vez a distribuição infeliz não colaborou, uns 4 anos atrás, mas desta vez, com o Ubuntu, que todo mundo conhecia, fiquei com vontade de ter mais paciência para tentar.
No dia a dia, par editar texts, acessar a internet, trabalhar fotos etc até que ia tudo bem. Se precisava de um programa, era só procurar por ele num chat, site e depois baixar rapidamente, sem nenhum custo. Isso foi me animando.
Que falar das atualizações? Tudo rápido e fácil, muito diferente do que um usuário comum como eu, catequizado pelo Windows poderia imaginar.
Passei a ter problemas quando precisava de algum documento no laptop do meu marido e tinha que usar pen drive porque naõ sabia configurar uma rede.
Aí perguntei a um primo meu se seria possível essa rede entre os dois sistemas operacionais. Ele disse que sim, mas que eu precisaria de um "samba".
fala sério! Depois falou que talvez precisasse de "cups" para a impressora funcionar em rede... Tava me xingando e queria disfarçar...
Mas eu tentei achar esses troços.
Foi tudo caminhando bem, consegui compartilhar arquivos, mas nada de Internet. Tentei tudo o que li nos sites informativos, mas nada funcionava e sem capacidade suficiente para fazer um programa funcionar corretamente. Sabia que a culpa não era do Linux. Era minha, toda minha.
Ontem à tarde criei coragem e entrei num chat.
Alguém amistosamente se ofereceu a me ajudar e hoje pela manhã testei as configurações.
Ansiosa reiniciei tudo e nem sei descrever a emoção ao perceber que no Rwindows o Iexplorer abriu e as cores do site começaram a aparecer...
Obrigada aos colaboradores que me fizeram chegar até aqui!

Para mostrar minha gratidão, segue abaixo um poema que encontrei no site http://marcellino.wordpress.com/


Há dez anos você entrou na minha vida
E curou aquela minha ferida

Meu outro amor não era real
Vivia fingindo passar mal

Eu acordava todo animado
E ele ficava lá travado

Eu queria passear, navegar
Mas o único azul que ele me mostrava não era o mar

Já você amor, que parecia todo sombrio
Em pouco tempo me fez até ter arrepio

No início nossa relação foi complicada
Você ficava mudo, não falava nada

Hoje sei que eu estava enganado
Você só estava desconfigurado

Você me fez ver que eu poderia ser mais feliz
E como forma de gratidão eu também te refiz

Quero que saiba meu amor, que você é tudo pra mim
Se eu fosse uma geladeira, você seria o meu pinguim

Mas como sou apenas um computador digo até o final
Você sempre será o meu único sistema operacional

sábado, dezembro 01, 2007

quinta-feira, novembro 29, 2007

Aniversário de casamento


Dia 26 desse mês fiz dois anos de casada.
Foi um aniversário diferente, dentro do avião, porque justamente nesse dia voltávamos de São Luís.
Para ficar registrado direito, uma foto da gente lá.
Uns quilos a mais em mim, uns a menos nele, cabelo a mais em mim, cada dia menos nele e o tempo vai passando...
Aviso aos navegantes: casar é muito bom!
Paula, daqui um tempo eu sou mãe e vc tá enrolando o que?

quarta-feira, novembro 28, 2007

Maranhão 2





Hoje tem "fotinha"...
Isso tb é Brasil! Pense num lugar lindo!!
Esses são os lençóis maranhenses, ou parte deles, porque está muito seco nesse período e esse povo andando sob sol escaldante estava conosco.
Vale à pena a caminhada e o calor prá depois entrar na água fresca e relaxar.

terça-feira, novembro 27, 2007

Maranhão 1

Sem explicar nada simplesmente sumi do mapa, mas foi necessário. foi tão grande a correria 10 dias atrás que não tive tempo nem de responder e-mail, quem dirá de postar!
Fui para o Maranhão! Uhu!!
Lindo o lugar, aliás, os lugares e vou me esforçar para publicar fotos. Como cheguei hoje de madrugada e ainda estou morta de cansaço, quero só comentar que achei São Luís muito limpa, uma cidade mais organizada do qeu pensava.
Gostei do sotaque dos maranhenses, da comida deles e quero deixar gravado o quanto fui bem recebida lá. Ô povinho agradável!
Ficamos na casa dos pais de um pastor amigo do meu marido e realmente nos sentimos muito bem.
Gentes e lugares para não esquecer nunca.
Quem sabe volto lá um dia?
Fotos amanhã, quando eu achar o dvd onde elas estão...

sexta-feira, novembro 09, 2007

Linux - eu vou conseguir!! uhu!!

Ontem à noite, aliás, até de madrugada, fiquei tentando descobrir como fazer isso e aquilo no meu pc.
Meu consultor particular gratuito tem um emprego e não pode ficar simplesmente à minha disposição.
Então arregacei as mangas, preparei a cadeira e a água e fiquei sentada aqui até conseguir pelo menos ter acesso aos documentos do laptop que está com o pai da lerdeza (Windows, para ser mais clara).
Consegui!! Quase 1 da matina, mas consegui.
Aí hoje pela manhã quando abri o pc pensando que continuaria de onde havia parado, percebi que estava redondamente enganada porque estava tudo na estaca zero. Um pouco mais rápido consegui dar um jeito, mas e a Internet?
Como faço para compartilhar a Internet?
As dicas que encontrei até agora não servem para o meu caso. A que parecia servir, faz com que eu perca o comparitlhamento das pastas...
Ou seja, ainda tenho um longo caminho pela frente.
Para meu consolo, dois programas de que precisava muito já localizei.
Mas sabe o que vou fazer?
Se realmente conseguir resolver todos os meus problemas e continuar com o Linux, vou publicar aqui no Blog o passo-a-passo com fotos sobre como configurar rede, como instalar programas, como mudar o visual, todas as coisas que os leigos querem fazer e não conseguem.
Os fóruns existem mas são técnicos demais, então farei algo simples.
Notícias do universo aqui do meu pc a qualquer momento.

quinta-feira, novembro 08, 2007

Linux

Faz muito tempo que não tenho simpatia pelo Windows.
Sou uma usuária comum, que abusa do espaço que tem, mas não fica baixando tralha da internet. Pesa meu trabalho e pesa muito o trabalho do meu marido.
Estamos com uma super máquina agora e isso me deu esperanças de tentar novamente me adaptar ao Linux.
Mas tá difícil... porque nós, pobres mortais, queremos coisas simples, que não exijam programar nada. Queremos simplesmente instalar uma placa no pc e tê-la funcionando completamente, sem fazer adaptações demais e explorando seus recursos ao máximo.
Mas é difícil...
No meu caso, ainda tenho quem me ajude o tempo inteiro e me faça ter um pouco mais de paciência nessa fase de adaptação, mas e quem não tem?
Não seria legal se todo mundo pudesse usar Linux, de graça ou por pouquíssimo, e ainda conseguindo realizar todas as tarefas necessárias?
E não seria mais legal ainda se os fabricantes de placas e de software pensassem masi em nós, normais que preferem Linux ao pesado Windows XP ou ao absurdo Vista?
Novamente protesto numa área que não é minha, mas o espaço aqui é =] e sei que tem muita gente que pensa como eu.
Não fazemos questão de que seja "bonitinho", cheio de fru-frus, mas queremos algo que funcione, só.
Eu nem tô aí pras funções do MSN novo, aqueles trocinhos barulhentinhos, mesmo que eles tenham graça. Prefiro um negócio mais feiosinho feito o Gaim, mas que não dê pau.
Dá prá entender?
De não programador para programador. Dado o recado no ar.

* Agradecimentos ao Tiago que presta consultoria quase 24h seguidas. A comida tá garantida quando vier.

sábado, novembro 03, 2007

Para eu me lembrar sempre


Quero de vez em quando colocar umas fotos aqui que me lembrem a realidade coexistente à minha nesse mundo.
Que me façam lembrar que enquanto posso fazer a comida que eu quiser em casa, outros não podem sequer comer.
Que pago mensalmente por acesso à internet, um mundo que outros tantos desconhecem.
Que devo ser grata por aquilo que me cerca, pela vida que tenho, amigos, igreja, meu marido, família, porque são bênçãos especiais das quais outros não podem desfrutar.
E quero lembrar sempre que essa diferença não me faz melhor que eles, nem tampouco tenho outras oportunidades porque sou melhor.
São apenas pessoas, como eu, nascidas num contexto diferente e poderia ser eu ali.
Sem demagogia, sem apelos, por favor. Apenas está aqui mais um pouquinho de outra gente.
Como a gente.

quinta-feira, novembro 01, 2007

Tacos II (Tortillas/Burritos/Fajitas)

Seguinte, há uma grande diferença entre o que conhecemos aqui, entre o que se come no México em cada região e assim temos uma grande variedade de receitas e modos.
Uma comum e conhecida é o taco de milho, aquele crocante. Esse aqui é crocante, só que de farinha, certo? É muito gostoso, fácil, rápido e resolve o problema de quem ,como eu, não tem onde comprar feito algo mais "original".

Conforme o prometido, aqui está.

Ingredientes da Massa: (2 pessoas)
2 xícaras de farinha de trigo
2 colheres de sopa de gordura vegetal hidrogenada ou manteiga mesmo
1/2 colher de chá de sal
1/2 xícara de água morna

Modo de Preparo:
É bom que a gordura ou manteiga esteja na temperatura ambiente. Coloque a farinha numa vasilha, no meio dela a manteiga, faça uma "farofa" e depois vá misturando a água morna. Se a manteiga tiver sal, não precisa colocar mais. Se fizer com gordura, precisa.
A massa fica elástica. Deixe descansar pelo menos meia horinha e depois divida a massa em 8 bolinas. Abra o disco e frite em frigideira quente. Pronto.

Para rechear pode usar guacamole, carne em tirinhas, bem temperada e frita, linguiça esmiuçada, cogumelos, frango desfiado, queijo, tomates picados, alface fatiado... o que quiser.
E bastante pimenta, claro.

Pofta Buna!

quarta-feira, outubro 31, 2007

31 de Outubro - Dia da Reforma

Apesar de eu já ter postado mais cedo, vale esse aqui.

Hoje é dia da Reforma Protestante.
É um dia especial para mim.

Por causa de grandes homens que erraram e acertaram no passado estou aqui, sou quem sou.
Todos nós temos uma história que se conecta a todas as outras que já foram e a minha tem forte ligação com essa data.

Não me prestarei a fazer comentários sobre o que aconteceu etc etc... quem quiser, pesquise melhor ou pergunte. Não é um blog de história.

Mas quero deixar gravado que me lembrei dessa data, que amo minha história e me orgulho das conquistas obtidas por causa disso.

Los Hermanos


Los Hermanos
Composição: Atahualpa Yupanqui


Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar
En el vale en la montaña
En la pampa y en el mar
Cada cual con sus trabajos
Con sus sueños cada cual
Con la esperanza adelante
Con los recuerdos de trás
Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar


Gente de mano caliente
Por eso de la amistad
Con um lloro para llorarlo
Con un rezo para rezar
Con un horizonte abierto
Que siempre esta más allá
Y esa fuerza pa buscarlo
Con tezón y voluntad
Cuando parece más cerca
Es cuando se aleja más
Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar


Y asi seguimos andando
Curtidos de soledad
Nos perdemos por el mundo
Nos volvemos a encontrar
Y asi nos reconocemos
Por el lejano mirar
Por las coplas que mordemos
Semillas de imensidad
E asi seguimos andando
Curtidos de soledad
Y en nosotros nuestros muertos
Pa que nadie quede atrás
Yo tengo tantos hermanos
Que no los puedo contar

Y una hermana muy hermosa
Que se llama libertad